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Governadora do DF se reúne com BC e sinaliza solução para BRB

Governadora do DF saiu satisfeita de encontro com Galípolo e garantiu que o BRB não terá problema de liquidez. Aguarda ainda reunião com Lula.

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· 2 min

Atualizado em

O Distrito Federal está mais perto de uma saída para a crise do BRB. A governadora Celina Leão saiu satisfeita de uma reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na última quinta-feira (30) e sinalizou que uma “solução técnica” para o banco público está sendo encaminhada. Leão garantiu que “nenhum correntista precisa ficar preocupado” e que o BRB “não terá nenhum problema de liquidez”.

Quem estava na mesa: reunião de 30/04

Participante Cargo
Celina Leão Governadora do Distrito Federal
Gabriel Galípolo Presidente do Banco Central
Ailton de Aquino Diretor de Fiscalização do BC
Gilneu Vivan Diretor de Regulação do BC
Nelson Antônio de Sousa Presidente do BRB

Fonte: Valor Econômico

A rota pelo Tesouro estava travada

Na véspera da reunião com o BC, o Tesouro Nacional devolveu ao governo do DF um pedido de aval para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao FGC, apontando falhas formais e informações incompletas. Há ainda um obstáculo estrutural: o DF tem rating C no CAPAG, o que impede que o governo federal garanta operações de crédito do distrito. Apenas entes com classificação A ou B têm acesso a esse instrumento.

A reunião contou com a presença de Galípolo e dos diretores Ailton de Aquino (fiscalização) e Gilneu Vivan (regulação), além do presidente do BRB, Nelson Antônio de Sousa. Leão não deu detalhes sobre qual será a solução técnica, mas afirmou que o banco “vai sair desse problema da melhor forma possível”. Ela também disse que solicitou audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda não recebeu retorno.

O BRB enfrenta a crise após identificar operações fraudulentas com o Banco Master na antiga gestão. Estimativas do BC apontam que as perdas do banco distrital com o Master podem chegar a R$ 5 bilhões. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, está preso. Secretários do governo do DF informaram que estão reunindo as informações pedidas pelo Ministério da Fazenda.

O que observar

A linguagem de “solução técnica” sinaliza que o caminho agora passa pelo Banco Central e pelo sistema financeiro privado, não pelo Tesouro. A questão central é se um arranjo negociado com credores do setor privado, mediado pelo regulador, é viável sem aporte direto do controlador estatal, que segue impedido de dar garantia federal pelo rating CAPAG. Vale acompanhar se o novo arranjo envolverá reestruturação de ativos problemáticos ou uma operação de liquidez com suporte do BC, como já ocorreu em outras etapas da crise.

O prazo é fator crítico: bancos públicos regionais sob pressão de adequação de capital raramente têm margem para negociações prolongadas sem impacto operacional. A ausência de detalhes sobre a “solução técnica” mantém incerteza sobre os próximos passos, enquanto o fundo garantidor e os grandes bancos aguardam clareza sobre o total de perdas antes de se comprometer com qualquer operação.

Fontes: Valor EconômicoLet’s MoneyBloomberg Línea

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