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Galípolo assume fórum de bancos centrais de emergentes no BIS

Galípolo foi escolhido para presidir o fórum de bancos centrais emergentes no BIS, substituindo Eddie Yue, da Autoridade Monetária de Hong Kong.

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· 2 min

Atualizado em

Crédito: Raphael Ribeiro/BC

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, foi escolhido para presidir o fórum de bancos centrais de economias emergentes no âmbito do Banco de Compensações Internacionais (BIS), substituindo Eddie Yue, diretor-presidente da Autoridade Monetária de Hong Kong, a partir de 1º de setembro.

Galípolo no BIS: dados do cargo

Dado Detalhe
Cargo Presidente do fórum de emergentes do BIS
Início 1º de setembro de 2026
Antecessor Eddie Yue (Autoridade Monetária de Hong Kong)
Frequência dos encontros Três vezes ao ano
América Latina Chile, Colômbia, Argentina, México
Outros membros Índia, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Indonésia

Dados divulgados em comunicado do BIS. Fonte: Valor Econômico

Do nível técnico ao exclusivo de presidentes

O fórum reúne chefes de bancos centrais de grandes economias emergentes de diferentes regiões para troca de avaliações sobre conjuntura macroeconômica, riscos financeiros e outros temas relevantes ao bloco. Em comunicado, o BIS relatou que o grupo é voltado à “troca de avaliações sobre a conjuntura macroeconômica, riscos financeiros e outros temas relevantes para países emergentes”. Os encontros ocorrem três vezes ao ano e, embora tenham começado com caráter técnico, com a participação de diretores e equipes das autoridades monetárias, o grupo evoluiu para um colegiado exclusivo de presidentes, acompanhando o aumento da relevância dos emergentes na economia global.

A escolha do presidente do fórum é feita pelos próprios membros e referendada pelo conselho mais amplo do BIS, que inclui também bancos centrais de economias avançadas como Estados Unidos e países europeus. Galípolo, que tem posicionado o BC como referência internacional em inovação de pagamentos, assume o posto num momento em que o Brasil ocupa papel ativo nos debates globais de política monetária. O presidente do BC também tem defendido o Open Finance como modelo exportável, tema com ressonância nos países emergentes que integram o fórum.

O que observar

A presidência do fórum confere ao BC brasileiro uma posição de coordenação incomum entre autoridades monetárias de economias emergentes. Vale acompanhar se a agenda dos encontros passa a incluir com mais frequência temas em que o Brasil tem posição de vanguarda, como pagamentos instantâneos via Pix e o modelo de Open Finance, ou se o cargo opera principalmente como função de moderação sem influência direta na pauta.

O fórum não tem poder deliberativo: não emite regulação nem coordena política monetária entre os membros. Sua função é de troca de avaliações e alinhamento de perspectivas. Isso limita o alcance imediato do cargo, mas aumenta o acesso do BC a interlocutores de peso em contextos informais, que frequentemente antecedem decisões coordenadas em instâncias formais do sistema financeiro internacional.

Fontes: Valor Econômico

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