Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, foi escolhido para presidir o fórum de bancos centrais de economias emergentes no âmbito do Banco de Compensações Internacionais (BIS), substituindo Eddie Yue, diretor-presidente da Autoridade Monetária de Hong Kong, a partir de 1º de setembro.
Galípolo no BIS: dados do cargo
| Dado | Detalhe |
|---|---|
| Cargo | Presidente do fórum de emergentes do BIS |
| Início | 1º de setembro de 2026 |
| Antecessor | Eddie Yue (Autoridade Monetária de Hong Kong) |
| Frequência dos encontros | Três vezes ao ano |
| América Latina | Chile, Colômbia, Argentina, México |
| Outros membros | Índia, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Indonésia |
Dados divulgados em comunicado do BIS. Fonte: Valor Econômico
Do nível técnico ao exclusivo de presidentes
O fórum reúne chefes de bancos centrais de grandes economias emergentes de diferentes regiões para troca de avaliações sobre conjuntura macroeconômica, riscos financeiros e outros temas relevantes ao bloco. Em comunicado, o BIS relatou que o grupo é voltado à “troca de avaliações sobre a conjuntura macroeconômica, riscos financeiros e outros temas relevantes para países emergentes”. Os encontros ocorrem três vezes ao ano e, embora tenham começado com caráter técnico, com a participação de diretores e equipes das autoridades monetárias, o grupo evoluiu para um colegiado exclusivo de presidentes, acompanhando o aumento da relevância dos emergentes na economia global.
A escolha do presidente do fórum é feita pelos próprios membros e referendada pelo conselho mais amplo do BIS, que inclui também bancos centrais de economias avançadas como Estados Unidos e países europeus. Galípolo, que tem posicionado o BC como referência internacional em inovação de pagamentos, assume o posto num momento em que o Brasil ocupa papel ativo nos debates globais de política monetária. O presidente do BC também tem defendido o Open Finance como modelo exportável, tema com ressonância nos países emergentes que integram o fórum.






