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RegulaçãoCripto · Banco Central

BC revela 1ª empresa cripto em processo de autorização

A Onda Finance é a primeira prestadora de serviços de ativos virtuais que o BC identificou em análise sob o novo regime, ainda sem licença definitiva.

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A Onda Finance virou nome público na segunda-feira (21): é a primeira companhia de criptoativos que o Banco Central lista em análise formal sob o regime que passou a valer no país. A divulgação não entrega licença, apenas abre a etapa de exame dos indicados à diretoria da fintech de stablecoins e pagamentos internacionais.

O que o comunicado do BC informa sobre a Onda Finance

Item Detalhe
Empresa Onda Finance Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais Ltda.
Documento Comunicado nº 45.986 do Banco Central
Status Instituição em processo de autorização, sem licença definitiva
Objeções Até 15 dias após a publicação, com identificação e documentação
Capital mínimo exigido De R$ 10,8 mi a R$ 37,2 mi, conforme a atividade
Prazo do setor Pedidos até 30 de outubro de 2026 para quem já operava

Dados do Comunicado nº 45.986 do BC e da nova regulação de PSAVs. Fonte: Portal do Bitcoin

O nome saiu no Comunicado nº 45.986, que reúne indicados a postos de direção em instituições já supervisionadas ou ainda em análise. Para a Onda Finance, o texto traz três indicados à diretoria: Matheus Luiz Puppe Magalhães encabeça a lista, ao lado de Nildson Ferreira Alves e de Renato Gomes Lima. O próprio comunicado classifica a companhia como uma “instituição em processo de autorização”, expressão que afasta qualquer leitura de que a licença já teria sido concedida.

A etapa aberta agora é de escrutínio público. Qualquer objeção formal aos indicados precisa chegar ao BC no intervalo de 15 dias contados da publicação, com identificação e documentos que sustentem a contestação. Sobre o desfecho, o regulador não fixou data: o BC não informou quando pretende encerrar a análise da empresa.

Como o novo regime redesenha a entrada das cripto

A Onda Finance se concentra em mover dinheiro entre países. No portfólio aparecem contas em várias moedas, remessas transfronteiriças e stablecoins, e a proteção das carteiras fica a cargo de uma parceria com a Fireblocks. É justamente esse tipo de operação que a regulação passou a cercar. Editadas pelo BC no apagar de 2025, as regras estão em vigor desde fevereiro de 2026 e obrigam quem faz intermediação, custódia e serviços correlatos a se autorizar como PSAV, a nova figura regulatória do setor.

As exigências subiram de patamar e vão de segregação dos recursos dos clientes e combate à lavagem de capitais a controles internos, defesa cibernética, gestão de risco e governança, somadas a um capital mínimo que sobe conforme o risco da atividade. O peso já reorganizou o mercado: duas casas, a Digitra.com e a Coinext, anunciaram que fecham as portas ou desistem de pedir a licença, e outras plataformas encolheram o que oferecem por aqui. Segundo o Valor Econômico, só cinco empresas tinham protocolado pedidos até a semana passada, quatro em análise e uma rejeitada, sem que os nomes viessem a público.

A divulgação chega a cerca de um mês do marco que organiza a transição. Quem já operava antes de a norma entrar em vigor pode seguir atuando desde que entre com o pedido até a data-limite, marcada para 30 de outubro de 2026, enquanto novos entrantes só ligam a operação depois de receber o aval.

O que observar

O primeiro sinal a acompanhar é o ritmo das publicações. Se a autarquia começou a expor nominalmente as candidatas conforme o prazo se aproxima, a expectativa é de uma fila de novos nomes nas próximas semanas, e a leitura desses comunicados vira termômetro de quem realmente decidiu entrar no perímetro de supervisão. A pergunta que fica é quantas das plataformas em atividade vão de fato protocolar o pedido e quantas vão preferir sair ou reduzir escopo.

Vale observar também o gargalo do outro lado do balcão. Sem prazo definido para concluir cada análise, o intervalo entre o protocolo e a decisão final passa a ser uma variável de negócio para as plataformas de cripto e para casas de custódia e câmbio: quanto mais longo o exame, mais tempo elas operam sob incerteza regulatória. Como o público pode contestar os diretores indicados, a governança das candidatas ganha um teste de reputação logo na porta de entrada.

Fontes: Portal do BitcoinLet’s MoneyLet’s Money

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