A Binance promoveu Thiago Sarandy a diretor-geral para o Brasil, maior mercado de criptoativos da América Latina e quinto maior do mundo segundo a Chainalysis. Sarandy liderava desde 2022 a área de assuntos jurídicos e regulatórios da corretora e se reporta a Guilherme Nazar, que segue como chefe para a América Latina após acumular o posto regional com a direção no Brasil.
A Binance e o Brasil em números
| Indicador |
Valor |
| Usuários da Binance no mundo |
Mais de 300 milhões |
| Volume negociado em 2025 |
US$ 34 trilhões |
| Posição do Brasil no ranking cripto |
5º maior mercado do mundo |
| Pessoas no Brasil que escolheram cripto |
Mais de 25 milhões |
Números divulgados pela empresa e pela Chainalysis. Fonte: Valor Econômico
Binance Brasil com Sarandy
A criação de um posto dedicado para o Brasil sinaliza que a operação local passou a demandar atenção exclusiva, depois de anos em que o país compartilhava o comando com a regional. Sarandy chega ao cargo com histórico de 10 anos no mercado financeiro tradicional, formação em Direito pela PUC-RJ, mestrado em Mercado de Capitais na FGV-RJ e especialização em blockchain pelo MIT.
Antes da Binance, foi sócio e diretor jurídico de Genial e Warren. “No Brasil, mais de 25 milhões de pessoas escolheram as criptomoedas organicamente antes de qualquer proposta de regulamentação, tornando-nos um dos mercados mais interessantes para se trabalhar”, disse Sarandy em nota.
A Binance no Brasil em 2025
A operação brasileira vem empilhando movimentos estratégicos que justificam o posto dedicado. A corretora foi a primeira plataforma de criptomoedas a integrar o Pix ao Binance Pay, possibilitando pagamentos em reais via cripto em tempo real, e relançou o Binance Mastercard Card em outubro de 2025 como primeiro mercado a receber o produto. No ecossistema regional, a Binance lançou pagamentos por QR Code na Argentina, enquanto bandeiras globais aceleram parcerias no setor, como a Mastercard ampliando sua rede para 85 parceiros de cripto.
O que observar
Separar a diretoria regional da operação brasileira sinaliza que a plataforma trata o país como mercado autônomo dentro da América Latina, com ciclo próprio de produto e relacionamento institucional. Em mercado onde o regulador ainda calibra a moldura para prestadores de serviços de ativos virtuais, ter um diretor-geral com carreira em estruturação regulatória reduz o custo político de navegar consulta pública, audiência e ajuste normativo.
Vale acompanhar como a troca afeta a velocidade de lançamento de produtos específicos para o mercado doméstico. Integração com infraestrutura pública de pagamento, emissão de cartões em parceria com bandeira internacional e tokenização de renda fixa são frentes onde o ritmo local de execução depende de quem está no comando da relação com BC, CVM e associações do setor.
Fontes: Valor Econômico • Let’s Money: Binance integra Pix ao Binance Pay • Let’s Money: Binance lança QR Code na Argentina • Let’s Money: Mastercard e 85 parceiros de cripto