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Strategy compra 950 bitcoins e eleva reserva a 846 mil BTC

A empresa de Michael Saylor pagou US$ 75,7 milhões pelos 950 BTC e chega a reserva de US$ 71,9 bilhões, com ganho não realizado de US$ 8,1 bi.

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· 3 min

A maior detentora corporativa de Bitcoin ampliou de novo a sua aposta. A Strategy incorporou 950 moedas à tesouraria, ao custo aproximado de US$ 75,7 milhões, e passou a somar 846 mil BTC, hoje avaliados perto de US$ 71,9 bilhões. Foi a primeira aquisição da companhia depois de meses com a carteira estacionada.

O grupo de Michael Saylor detalhou a operação em documento entregue à SEC, o regulador de mercado dos EUA. Cada moeda saiu, em média, a US$ 79.670, valor acima da média histórica de aquisição da companhia, que está em US$ 75.416. Para montar toda a reserva, a empresa já destinou por volta de US$ 63,8 bilhões, taxas e despesas incluídas. As ordens foram executadas ao longo da semana encerrada em 20 de setembro.

Maiores reservas de Bitcoin entre empresas listadas

Empresa Bitcoins em reserva
Strategy 846 mil BTC
Twenty One 43.514 BTC
Metaplanet 43 mil BTC
MARA 35.577 BTC
Bitcoin Standard Treasury Company 30.021 BTC

Reservas de Bitcoin de empresas de capital aberto. Fonte: Portal do Bitcoin

A mudança na forma de bancar as compras

A novidade desta rodada não está só no tamanho. Em lugar de emitir ações e dívida, receita que sustentou o acúmulo dos últimos anos, a companhia recorreu ao próprio caixa em dólares para bancar as moedas. Ao fim de 20 de setembro, sobravam US$ 5,04 bi guardados em dólares, além de US$ 1,05 bi em posição de caixa.

Na mesma semana, houve outros movimentos de capital: a recompra de cerca de 1,77 milhão de papéis preferenciais da classe STRC, por volta de US$ 174 mi, e o uso de US$ 57,4 mi do caixa para cobrir dividendos de preferenciais e juros de dívida. A fatia em Bitcoin equivale hoje a pouco mais de 4% do teto de 21 milhões de unidades que a rede pode gerar, e embute algo perto de US$ 8,1 bi em lucro ainda no papel.

Compra volta em plena retomada do preço

O movimento chega em plena recente escalada de preço do Bitcoin, que voltou a passar da casa dos US$ 85 mil na segunda-feira após ganhar 5,3% nos sete dias anteriores. As ações MSTR seguiram o mesmo humor: subiram 16,4% na semana que passou e fecharam a sexta cotadas a US$ 153,92, o bastante para anular as perdas do papel em 2026, ainda que ele acumule recuo superior a 54% na comparação de um ano.

No domingo, Saylor havia antecipado a jogada: publicou no X um gráfico das aquisições da empresa acompanhado da frase “A little more orange”, algo como “um pouco mais de laranja”, tipo de mensagem que costuma vir antes de novos anúncios de compra.

A retomada encerra um intervalo em que a carteira ficou quase inerte, período que veio após meses de idas e vindas entre aquisições e vendas. A distância para os demais players continua enorme: a companhia guarda quase vinte vezes o volume do segundo colocado, resultado da tese de tesouraria que Saylor abraçou em 2020 e da sequência de compras que a empresa vinha fazendo nas semanas anteriores.

O que observar

A troca de financiamento é o ponto que merece atenção. Bancar compras com caixa em dólares, e não com captação no mercado, muda o perfil de risco de empresas que transformam o balanço em veículo de exposição a Bitcoin. A pergunta é se essa fonte de recursos se sustenta em ritmo de compras recorrente ou se foi um lance pontual em janela de preço favorável.

Vale acompanhar também o efeito sobre as demais companhias que adotaram a criptomoeda como ativo de tesouraria. Com 196 empresas listadas nesse modelo, a diferença entre a líder e o pelotão de trás levanta a dúvida sobre quanto fôlego de capital os seguidores conseguem reunir quando o preço da moeda oscila e pressiona o valor das próprias ações.

Fontes: Portal do BitcoinLet’s MoneyLet’s Money

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