A fintech brasileira Agibank protocolou o pedido para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos, em um movimento que marca a retomada de seus planos de abertura de capital após um período de incerteza regulatória. Segundo fontes ouvidas pela “Bloomberg“, a companhia pretende captar cerca de US$ 1 bilhão na listagem, que deve ocorrer na NYSE.
O pedido foi apresentado poucos dias depois de a fintech obter autorização para retomar a concessão de crédito consignado a aposentados, um de seus principais produtos. A liberação veio após decisão do INSS, publicada no Diário Oficial da União, que removeu o principal entrave que havia colocado em risco o cronograma do IPO.
A reversão do cenário acontece após o próprio INSS ter suspendido, em dezembro, a concessão de novos empréstimos consignados do Agibank, citando “irregularidades graves”. À época, o episódio levantou dúvidas relevantes no mercado sobre a viabilidade da oferta. Com a autorização em mãos, a companhia voltou a avançar com a operação, sinalizando ao mercado que o risco regulatório foi, ao menos por ora, equacionado.
Virada do Agibank
Fundado por Marciano Testa no início dos anos 2000, o Agibank foi avaliado em R$ 9,3 bilhões na última rodada de investimentos, realizada em dezembro de 2024. Na ocasião, a fintech recebeu aportes relevantes de fundos brasileiros, incluindo a Lumina Capital Management, fundada por Daniel Goldberg, ex-executivo do Morgan Stanley, que passou a integrar o conselho da empresa.








