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Asaas cria divisão Drones para lançar novos produtos

Asaas cria divisão Drones para intraempreendedores desenvolverem produtos focados em PMEs, com squad dedicado, aporte e acesso à liderança.

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· 3 min

Atualizado em

Pedro Rocha, VP de Novos Negócios do Asaas | Foto: divulgação

O Asaas criou a divisão Drones, iniciativa de intraempreendedorismo voltada a desenvolver novos produtos para a base de PMEs da fintech, com o primeiro projeto já escolhido e execução prevista para junho de 2026.

Divisão Drones: estrutura do programa

Parâmetro Detalhe
Fase inicial 6 meses
Duração máxima Até 3 anos antes da integração ao ecossistema
Vínculo do intraempreendedor CLT + squad dedicado + aporte financeiro
Foco de produto Crédito, CRM e marketing para PMEs
Primeiro projeto Execução a partir de junho de 2026

Fonte: Startups

Como o Asaas estruturou a divisão Drones

Pedro Rocha, nomeado VP de Novos Negócios com reporte direto ao fundador Piero Contezini, explica que a expansão da fintech hoje segue quatro pilares: “Build, que é a evolução do nosso produto core; Buy, que são nossos M&As; Partners, que é a distribuição de soluções de terceiros em nossa loja; e o quarto caminho é o Create, que é onde ajudamos a desenvolver ideias do zero, e é daí que o Drones surgiu.” A iniciativa Drones representa o quarto pilar e complementa a estratégia de M&A que levou o Asaas a adquirir a NextInvoice, de automação de pagamentos, e a Mutuus, de seguros digitais, no último ano. A fintech também recebeu autorização do BC para operar como financeira, ampliando a base sobre a qual novos produtos de crédito podem ser construídos.

O processo de seleção funcionou como um “Shark Tank interno”: candidatos com histórico em SaaS ou fintechs receberam hipóteses de negócio baseadas em teses mapeadas internamente e apresentaram suas teses para a alta liderança. O intraempreendedor escolhido vira funcionário CLT com squad dedicado, aporte financeiro e validação com clientes reais da base. Pedro Rocha disse: “Esse funcionário vai dormir e acordar pensando nesse problema, nessa solução, e terá acesso direto à alta liderança da Asaas para resolver problemas.”

Com mais de R$ 500 milhões em faturamento no último ano e caixa reforçado por rodada de R$ 820 milhões liderada pelo fundo BOND em 2024, o Asaas tem capacidade para sustentar múltiplos projetos simultâneos. Crédito já aparece como frente de expansão prioritária na fintech, e é uma das áreas mapeadas para os primeiros projetos da divisão, ao lado de CRM e marketing voltados a PMEs. No médio prazo, a visão é que os Drones conversem entre si e com as empresas adquiridas, formando camadas progressivas de produto. Investidores como Vivo Ventures já apostaram no potencial de expansão do Asaas além do core de pagamentos.

O que observar

O modelo de intraempreendedorismo estruturado responde a uma limitação real de M&A: a empresa certa raramente está disponível no momento e pelo preço adequados. Construir internamente resolve o problema de timing e de aderência ao ecossistema, mas cria outro: produtos feitos dentro de fintechs consolidadas tendem a ser moldados pelas prioridades da base existente, o que pode limitar a inovação disruptiva.

O vínculo CLT reduz o risco de perda de talentos, mas eleva o custo fixo da validação. O teste real do modelo está nos primeiros seis meses: se o primeiro projeto atingir tração com clientes reais, o programa ganha credibilidade para se expandir. Vale acompanhar quais áreas são priorizadas nas próximas safras e se o modelo de integração ao ecossistema ao final da jornada se confirma na prática.

Fontes: StartupsLet’s MoneyLet’s Money

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