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ConsórcioFintech · BlockBR

BlockBR usa blockchain para transferir cotas de consórcio

A ConsorX, que roda sobre a BlockBR, soma mais de R$ 96 milhões em créditos vendidos por um grupo anterior à camada digital e projeta R$ 1 bilhão em oito meses.

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· 4 min

Cassio J. Krupinsk CEO da BlockBR
Cassio J. Krupinsk CEO da BlockBR. Foto: Divulgação

A BlockBR, infratech que atua como infraestrutura operacional B2B para instituições financeiras em operações de ativos estruturados, leva essa tecnologia ao consórcio por meio da ConsorX, plataforma B2B de consórcio digital. A ConsorX chega com mais de R$ 96 milhões em créditos já comercializados, vendidos por um grupo estruturado antes da camada digital, e projeção de alcançar R$ 1 bilhão nos próximos oito meses.

A operação oferece ferramentas para incorporadoras, redes e cooperativas estruturarem ofertas sob suas próprias marcas, com apoio de administradoras autorizadas, e introduz uma camada de registro digital que permite acompanhar o ciclo completo de cada cota. Outra frente é uma mesa de transferência para quem precisa sair do grupo.

ConsorX · créditos de consórcio

Mais de R$ 96 milhões vendidos e projeção de R$ 1 bilhão em oito meses

Créditos comercializados e projeção, em R$ milhões

ConsorX: mais de R$ 96 milhões em créditos de consórcio já comercializados e projeção de alcançar R$ 1 bilhão nos próximos oito meses.

Os créditos já vendidos vêm de um grupo estruturado antes da camada digital. Fonte: ConsorX e BlockBR (15/10/2026). Arte: Let’s Money.

Essa primeira fase revelou demanda de incorporadoras médias e empresas com acesso restrito ao crédito bancário por funding, o que definiu o recorte B2B.

A proposta está inserida em um mercado que vendeu R$ 500,27 bilhões em créditos em 2025, alta de 32,1% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). O segmento de imóveis respondeu por R$ 283,53 bilhões, com crescimento de 48,4% e participação de 56,7% no volume financeiro do sistema. Em julho de 2026, o consórcio de imóveis assumiu a 2ª posição entre os segmentos em participantes ativos.

Dois formatos para empresas

No Grupo Exclusivo, o modelo prevê grupos fechados formados por incorporadoras, com análise prévia dos participantes e garantias contratuais. As empresas disputam a contemplação por meio de lances e podem utilizar as cartas para obras ou aquisição de terrenos, conforme as condições do grupo e da administradora responsável.

No White Label, incorporadoras, redes e cooperativas oferecem cotas à sua própria base de clientes sob sua marca. A constituição e a administração dos grupos ficam a cargo de administradora autorizada, identificada nos contratos. Nos dois formatos, a contemplação ocorre por sorteio ou lance, sem prazo garantido para a disponibilização do crédito.

ConsorX · frentes da plataforma

Dois produtos para empresas e uma saída para quem quer vender a cota

Quem usa e para quê

Grupo Exclusivo Grupos fechados de incorporadoras; cartas para obras ou terrenos
White Label Incorporadoras, redes e cooperativas vendem cotas com a própria marca
Mesa de transferência Cota negociada com novo titular, como alternativa ao cancelamento

Fonte: ConsorX. Arte: Let’s Money.

O que a infraestrutura da BlockBR resolve

A BlockBR aplica ao consórcio três funções que hoje são executadas de forma manual e fragmentada no setor: gestão de titularidade, backoffice e governança.

Na titularidade, cada evento do ciclo da cota é registrado em blockchain desde a adesão, incluindo quem é o titular, parcelas pagas, lances ofertados e transferências realizadas. Esse histórico substitui a reconstituição documental caso a caso quando uma cota muda de dono. Na governança, a tecnologia permite rastrear quem fez o quê e quando ao longo de contratos que duram mais de uma década.

“Quando um mercado cria barreira, ele cria oportunidade. […] Entramos com infraestrutura, suporte jurídico e operacional para que esse negócio cresça em ambiente institucional”, afirma Cássio J. Krupinsk, CEO da BlockBR.

Uma alternativa ao cancelamento

A mesa de transferência busca facilitar a precificação e a negociação da cota com um novo titular. A conclusão da operação depende de comprador interessado, condições acordadas e anuência prévia da administradora.

“Ao utilizarmos a blockchain, criamos um histórico rastreável que ajuda a analisar cada posição e agilizar a negociação”, afirma Fábio Maragno, sócio da ConsorX.

A infraestrutura também permite a conexão da ConsorX com investidores institucionais em duas frentes: financiamento de lances, com crédito originado por instituição autorizada, e aquisição de posições no mercado secundário de cotas. A ConsorX não é instituição financeira, não presta intermediação por conta própria nem realiza gestão de recursos de terceiros.

O que observar

A novidade interessa a incorporadoras médias e empresas com pouco acesso a crédito bancário, que ganham outra via de funding, e a consorciados que precisam sair de um grupo antes do fim. Vale acompanhar se a projeção de R$ 1 bilhão se confirma em oito meses, quantas cotas passam pela mesa de transferência e como os investidores institucionais entram no financiamento de lances.

Fontes: ConsorX • BlockBR • Let’s Money: Consórcio de imóveis assume 2ª posição e soma R$ 195,11 bi

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