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AquisiçãoFintech · C6 Bank

C6 Bank compra Alymente e mira mercado de benefícios

C6 Bank fecha acordo para comprar a Alymente e entrar no mercado de benefícios corporativos, que movimenta mais de R$ 150 bilhões por ano no Brasil.

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· 2 min

Atualizado em

Piotr Swat / Shutterstock.com

O C6 Bank vai estrear no setor de benefícios corporativos comprando quem já atua nele. A instituição acertou a aquisição da Alymente, plataforma que administra vale-refeição, vale-alimentação e gestão de benefícios para empresas, e passa a disputar um segmento que, só no Brasil, reúne mais de R$ 150 bilhões em transações a cada ano. A conclusão do negócio ainda depende do aval do Banco Central, e os valores não foram revelados.

Em vez de erguer a estrutura internamente, o banco preferiu incorporar uma casa já em operação. A estreia no ramo havia sido antecipada pelo cofundador e presidente Marcelo Kalim quando o C6 apresentou os resultados do semestre, momento em que sinalizou o interesse pelo novo mercado. Antes disso, a instituição chegou a desenhar um vale-refeição próprio antes de optar pela compra.

Mercado de benefícios no Brasil

Movimenta mais de R$ 150 bilhões por ano · atende 22 milhões de trabalhadores · quatro operadoras concentram cerca de 80% do volume

Fonte: Money Times

Uma base pronta de clientes

Fundada em 2017, a Alymente atende mais de 100 mil beneficiários por uma carteira que já passa de 1,2 mil empresas, entre elas Heineken, Nissan, BIC e Pernod Ricard. A companhia oferece um cartão multibenefícios com categorias como alimentação, mobilidade e bem-estar, além de serviços de gestão de recursos humanos. Após a conclusão da compra, a Alymente passará a se chamar C6 Benefícios, e os cartões passarão a ser emitidos pela bandeira Mastercard.

Para o banco, a lógica é de complementaridade. “O segmento de benefícios é bastante complementar ao que já ofertamos”, disse Kalim. O head de pessoa jurídica, Ricardo Botelho, resumiu o encaixe na prateleira de produtos para empresas: “Essa era uma das peças que faltava na nossa prateleira para empresas”.

Disputa pela folha de pagamento

A entrada em benefícios se soma a maquininhas, crédito e investimentos que o C6 já vende para o público corporativo, e alimenta uma disputa maior: a folha de pagamento das empresas. O banco planeja lançar nos próximos meses uma solução para concentrar o pagamento de salários na instituição, aproximando o cartão de benefícios da conta onde o salário cai. O apetite não é isolado: outros bancos também miram o cruzamento entre cartões de benefícios e folha.

O setor, porém, é concentrado. Quatro grandes operadoras respondem por cerca de 80% de um volume que atende mais de 22 milhões de trabalhadores, um cenário que a chegada de um banco digital com base própria de clientes pode movimentar, caso o negócio seja aprovado.

O que observar

A entrada de um banco digital no mercado de benefícios depende do aval do Banco Central, com conclusão estimada em dois a três meses. Vale acompanhar se a folha de pagamento se torna o próximo campo de disputa entre bancos e operadoras de benefícios, e se a concentração hoje vista no setor abre espaço para novos entrantes com base de clientes pronta.

Fontes: Valor EconômicoNeoFeedMoney Times

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