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M&ACrédito · Banco Central

Celcoin conclui compra da Via Capital SCD

Infratech recebe aprovação do Banco Central e assume controle total da sociedade de crédito direto

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· 2 min

Atualizado em

Marcelo França, CEO e cofundador da Celcoin

A Celcoin conclui compra da Via Capital Sociedade de Crédito Direto após receber aval do Banco Central. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (23). Com isso, a infratech de serviços financeiros passa a controlar 100% da instituição que atua como fintech de crédito. Simultaneamente, o BC aprovou o aumento de capital da SCD de R$ 1,5 milhão para R$ 11,5 milhões.

A transação vinha sendo estruturada desde julho de 2024, quando a Celcoin adquiriu inicialmente uma participação minoritária na Via Capital SCD. Posteriormente, a empresa comprou a fatia remanescente e aguardava apenas a aprovação regulatória para concluir a operação.

Estratégia de consolidação

Segundo Marcelo França, CEO e cofundador da Celcoin, a conclusão da aquisição representa um passo estratégico na consolidação da vertical de crédito, um dos segmentos que mais crescem na companhia. Ele destacou ao Finsiders Brasil soluções como o Consignado as a Service.

Esta é a sétima aquisição da Celcoin desde 2022 e a quarta focada especificamente no mercado de crédito. Atualmente, a infratech oferece um portfólio completo para todas as etapas do ciclo de crédito, incluindo onboarding, antifraude, emissão de CCBs e notas comerciais, assinatura digital, gestão de ativos e cobrança.

Histórico de aquisições

Além da Via Capital SCD, a Celcoin realizou outras seis transações nos últimos quatro anos. Entre elas estão Galax Pay, Flow Finance, Finansytech, Reg+, CobranSaaS e Vulkan Labs. A empresa atende mais de 750 clientes e já recebeu R$ 820 milhões em investimentos. A última rodada ocorreu no primeiro semestre de 2024, quando captou R$ 650 milhões em aporte liderado pela Summit Partners.

Fundada em 2016, a Celcoin agora opera com licenças de Instituição de Pagamento e Sociedade de Crédito Direto. O portfólio inclui participação direta no Pix, iniciação de pagamentos, emissão de cartões e core banking próprio. Conforme Marcelo França, a infraestrutura é capaz de sustentar operações financeiras para instituições reguladas e empresas que buscam responsabilidade sistêmica. Para mais informações sobre aquisições no setor financeiro, confira as matérias sobre fintechs e consolidação de mercado no Let’s Money.

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