Uma jovem CEO que apareceu na lista Forbes 30 Under 30 deste ano enfrenta acusações de ter fraudado investidores em US$ 7 milhões. Gokce Guven, de 26 anos e cidadã turca, fundou a Kalder Inc, uma fintech de Nova York que promete conectar marcas a programas de recompensas personalizados. O problema é que, segundo a promotoria federal dos Estados Unidos, a maior parte das parcerias e números apresentados eram mentira.
Duas versões da mesma história
Segundo o portal Turkiye Today, Guven mantinha dois conjuntos de livros contábeis: um real, preparado por uma firma de contabilidade externa, e outro inflado para investidores. Enquanto os números verdadeiros mostravam uma startup em fase inicial, os documentos fraudulentos prometiam uma receita recorrente anual de US$ 1,2 milhão e 26 marcas usando a plataforma ativamente.
A realidade era bem diferente. Algumas empresas listadas nunca assinaram contrato com a Kalder. Outras testaram a plataforma apenas em projetos-piloto com descontos pesados. Com esse pitch falso, Guven captou cerca de US$ 7 milhões de mais de uma dúzia de investidores entre 2024 e 2025.
Visto de “habilidade extraordinária” sob suspeita
Quando seu visto de estudante expirou, Guven solicitou um visto O-1A, categoria reservada para profissionais com “habilidades extraordinárias” em ciências, negócios ou esportes. Para conseguir a aprovação, ela teria repetido as mesmas informações falsas sobre o desempenho da Kalder. Além disso, forjou cartas de recomendação supostamente assinadas por executivos renomados do mercado, segundo a acusação do FBI.








