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Jota lança maquininha por voz e mira crédito

Fintech que opera via WhatsApp projeta processar R$ 10 bilhões em 2026 com Fala Tap e busca licenças no Banco Central

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· 2 min

Atualizado em

O Jota, assistente financeiro que funciona pelo WhatsApp, aposta em uma maquininha por voz chamada Fala Tap para acelerar seu crescimento. A startup encerrou 2025 com 150 mil clientes e um volume processado de R$ 2 bilhões em run rate. A meta é alcançar R$ 10 bilhões até o fim de 2026, segundo o fundador Davi Holanda.

Além disso, a empresa desenvolve uma frente de crédito prevista para o terceiro ou quarto trimestre deste ano. A combinação de pagamentos, antecipação de recebíveis e financiamento compõe a estratégia de diversificação de receitas da fintech.

Como funciona o Fala Tap

A funcionalidade transforma smartphones em terminais de pagamento acionados por comando de voz. A monetização acontece por meio das taxas de adquirência e da antecipação de recebíveis. Atualmente, o serviço de banking as a service e iniciação de pagamentos é provido pela Celcoin, enquanto a Zoop atua na estrutura de antecipação.

Porém, o Jota busca independência regulatória. A empresa está em processo para obter licenças próprias junto ao Banco Central, incluindo autorizações de instituição de pagamento, iniciador e sociedade de crédito, financiamento e investimento. Segundo o Broadcast, a previsão é concluir esse processo em 12 a 18 meses.

Crédito e agentes de IA no radar

A operação de crédito aproveitará dados do Open Finance e o histórico financeiro dos clientes dentro da plataforma. Holanda afirma que a inteligência artificial permitirá entregar condições customizadas e diferenciadas de financiamento.

Outra fonte de receita projetada são agentes de IA atuando como assistentes financeiros pagos. O modelo de assinatura mensal deve estrear em abril, oferecendo conciliação financeira automatizada e gestão de vendas a prazo para empreendedores.

Em janeiro de 2025, a fintech recebeu aporte de US$ 9 milhões, cerca de R$ 60 milhões, para sustentar a expansão. A rodada foi liderada pela Maya Capital, com participação da HOF Capital, gestora que também investiu em empresas como OpenAI, Stripe e Alter Global.

Para mais informações sobre fintechs e inovação em pagamentos, confira as matérias sobre o setor no Let’s Money.

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