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LaFinteca: CEO diz como é ter fintech licenciada no Brasil

LaFinteca, fintech com escritórios em São Paulo e Barcelona, recebeu autorização do BC como Emissora de Moeda Eletrônica para operar no Brasil.

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Divulgação

Fundador e CEO da LaFinteca, fintech com escritórios em São Paulo e Barcelona, que recebeu autorização do Banco Central para operar no Brasil como Instituição de Pagamento Emissora de Moeda Eletrônica (EMI), Dmytro Rukin contou como é ter uma fintech licenciada no País.

O executivo descreveu o descompasso entre a velocidade de execução comum em fintechs europeias e o ritmo dos processos regulatórios brasileiros.

LaFinteca: perfil e licença obtida

Item Detalhe
Empresa LaFinteca
Fundador e CEO Dmytro Rukin
Escritórios São Paulo e Barcelona
Licença obtida EMI (Emissora de Moeda Eletrônica), Banco Central do Brasil
Estratégia regulatória Licença própria (não via parceiro licenciado)

Fonte: Terra

Licença própria como diferencial frente à estrutura indireta

O percurso da LaFinteca ilustra uma escolha estratégica recorrente para fintechs estrangeiras no Brasil: operar por meio de parceria com uma instituição já licenciada ou investir no processo de obtenção de licença própria junto ao BC. A primeira opção costuma acelerar o início das atividades, mas reduz a autonomia operacional e aumenta a exposição a mudanças no relacionamento com o parceiro ou na regulação aplicável. A segunda exige mais tempo e capital, mas confere controle direto sobre os produtos e maior segurança jurídica para clientes e parceiros. “Construir a LaFinteca com a devida licença do Banco Central do Brasil significou comprometer-me com um processo que não se adapta ao meu cronograma. As negociações com os órgãos reguladores seguem seu próprio ritmo”, disse Rukin, em análise publicada na plataforma HackerNoon.

“Tentar impor a velocidade de execução europeia aos prazos regulatórios brasileiros gera mais atrito do que progresso.” Outras fintechs internacionais trilham caminhos semelhantes: a Revolut mira licença bancária própria no Brasil como parte de sua estratégia de expansão. No plano doméstico, o BC também tem autorizado conversões de categoria em fintechs nacionais.

O que observar

O movimento de fintechs estrangeiras em busca de licença própria no Brasil reflete uma mudança de cálculo, não de ideologia regulatória. À medida que o BC amplia a supervisão e os critérios para estruturas operacionais alternativas, a operação via parceiro licenciado passa a carregar riscos regulatórios que antes eram menos visíveis. O custo de obter uma licença própria (tempo, capital e governança) começa a ser percebido como hedge contra esses riscos, e não apenas como opção de maior controle.

O segundo ponto a acompanhar é o comportamento do BC em relação a fintechs que já operam em estruturas indiretas: se o órgão regulador começar a restringir ativamente esses modelos, o custo de adaptação para fintechs que não anteciparam o processo pode ser elevado. Compliance e governança como vantagem competitiva é uma tese que funciona melhor quando adotada cedo do que em resposta a uma exigência regulatória iminente.

Fontes: Terra

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