A Lerian, fintech de infraestrutura para serviços financeiros, levantou US$ 5,5 milhões em uma rodada seed para acelerar o desenvolvimento de tecnologia e ampliar a equipe. A startup atua no segmento de core banking e quer disputar espaço com players consolidados como Pismo, da Visa, e Matera.
A rodada foi liderada pela Maya Capital, gestora fundada por Lara Lemann e Monica Saggioro, por meio de seu segundo fundo. A casa já havia liderado o pré-seed de US$ 3 milhões da Lerian em 2024 e voltou a aportar agora. Também participaram do seed Norte Ventures, Supera Capital, Quartz e Crivo Ventures, além da entrada de novos investidores como Citrino, em parceria com a Norte, e a BluStone.
Um dos destaques da rodada é a chegada de Kevin Efrusy, veterano da Accel, por meio de seu family office. O investidor foi responsável por aportes históricos em empresas como Facebook, Spotify e Slack, e já conhecia o mercado brasileiro por ter sido investidor da Pismo, adquirida pela Visa em 2023.
Infraestrutura da Lerian
A Lerian desenvolve infraestrutura open source para serviços financeiros e se posiciona como sistema operacional de bancos, fintechs e instituições de pagamento. A proposta é permitir que os clientes se conectem diretamente às infraestruturas do Banco Central do Brasil, reduzindo intermediários e acelerando integrações por meio de soluções modulares, como ledgers e outros componentes críticos.
Segundo Fred Amaral, CEO e fundador da startup, o modelo de código aberto aumenta a transparência e a confiabilidade da plataforma, já que pode ser auditada por clientes e terceiros. Amaral é cofundador da Dock e deixou a empresa em 2024 para criar a Lerian ao lado de Jefferson Rodrigues e Maisa Amaral, também ex-Dock, e Marilyn Hahn (ex-Bankly).
No modelo de negócios, a infraestrutura básica é oferecida gratuitamente, enquanto a monetização ocorre por meio de plugins, serviços adicionais e integrações avançadas. Atualmente, o tíquete médio gira em torno de R$ 100 mil por cliente.








