A Magie anunciou uma captação de US$ 5 milhões em uma nova rodada de investimentos que marca uma mudança relevante em sua estratégia. Conhecida por operar pagamentos e serviços financeiros via WhatsApp para pessoas físicas, a fintech agora passa a direcionar seus esforços ao mercado corporativo, com a criação de uma vertical B2B focada em pagamentos conversacionais.
O aporte foi liderado pela Lux Capital, que já havia investido na startup em 2024, e será usado para acelerar o desenvolvimento da nova frente de negócios, ampliar o time e estruturar a plataforma como infraestrutura financeira para empresas interessadas em operar Pix e outros serviços bancários diretamente no WhatsApp.
Fundada em 2024, a Magie desenvolveu um assistente financeiro baseado em inteligência artificial que permite realizar transações via Pix por texto, áudio ou imagem, além de consultar saldos, agendar pagamentos e quitar boletos, tudo sem sair do aplicativo de mensagens. Ao longo do último ano, a fintech expandiu seu escopo com o lançamento de uma conta PJ e de um aplicativo próprio, complementar à experiência conversacional.
Atualmente, a plataforma soma mais de 400 mil usuários e já ultrapassou R$ 2 bilhões em volume transacionado, números que ajudaram a sustentar a tese de expansão para o B2B.
Decisão da Magie
Segundo Luiz Ramalho, fundador e CEO da Magie, a decisão de entrar no mercado corporativo parte de uma leitura clara sobre o papel do WhatsApp no Brasil. “O WhatsApp já faz parte da rotina financeira das pessoas. O próximo passo é permitir que empresas usem esse mesmo canal para oferecer serviços financeiros de forma simples, segura e integrada”, afirma, de acordo com o “Startups“.
A proposta da nova vertical é atuar como camada white-label, permitindo que empresas incorporem pagamentos e serviços bancários conversacionais à própria marca, sem a necessidade de desenvolver soluções financeiras do zero. A expectativa é atender companhias de setores como financeiro, varejo e telecomunicações.
A estratégia também dialoga com uma tendência mais ampla do mercado: o avanço de agentes financeiros baseados em IA como intermediários da relação entre empresas e consumidores. “Acreditamos que toda organização terá agentes intermediando essa relação. Nossa tecnologia nasce preparada para esse cenário”, diz Ramalho.








