A Noh, fintech de conta conjunta para casais, vai zerar a mensalidade de R$ 24 para clientes dos planos Essencial e Max da Dog Life, plataforma de planos de saúde para pets.
Noh e Dog Life: os números da parceria
| Indicador |
Dado |
| Mensalidade zerrada (Noh) |
R$ 24/mês |
| Volume transacionado (Noh) |
R$ 2,5 bi |
| Casais com caixinha pet (Noh) |
45% da base |
| Transações pet na plataforma |
12% do total |
| Tutores cadastrados (Dog Life) |
650 mil |
| Clínicas parceiras (Dog Life) |
4,5 mil em 350+ cidades |
| Mercado pet no Brasil (2024) |
R$ 75,4 bi (+9,6%) |
| Meta de novos usuários |
10 mil |
Dados da parceria de abril de 2026. Fonte: Startups.com.br (Abempet)
45% da base já tem caixinha de pet
A parceria converte uma sobreposição de perfil em canal de aquisição. Dados internos da Noh mostram que 45% dos casais da plataforma mantêm uma caixinha dedicada a gastos com pets e que 12% de todas as transações da base são despesas com animais. Com R$ 2,5 bilhões transacionados, a fintech identificou o pet como parte recorrente do orçamento do casal antes mesmo de formalizar isso como benefício.
Ana Zucato, CEO da Noh, afirma que o pet já está inserido no projeto de vida do casal ao lado de viagens e reforma da casa. A iniciativa integra uma cadeia mais ampla de parcerias segmentadas por momento de vida: a fintech já firmou acordos com Nomad (viagens), Lejour (casamento), Pier (seguro) e Warren Investimentos (Noh Multiplica). Em 2025, o portal cobriu a parceria com a Nomad para casais viajantes e o cartão que une as finanças do casal em uma única fatura.
Dog Life como ponto de entrada financeiro
Do lado da Dog Life, a parceria adiciona um benefício financeiro direto a uma base de 650 mil tutores cadastrados, com 4,5 mil clínicas em mais de 350 cidades. O mecanismo é: clientes dos planos Essencial e Max têm a mensalidade de R$ 24 da Noh zerada enquanto mantiverem o plano ativo. Pedro Filizzola, CMO da Dog Life, afirma que a fintech de casais integra o portfólio de benefícios da plataforma com o objetivo de ampliar o valor percebido pelos tutores ao longo da jornada com seus animais.
O mercado pet brasileiro somou R$ 75,4 bilhões em 2024, crescimento de 9,6% sobre o ano anterior, segundo a Abempet. Com média de 1,8 animal por domicílio no Brasil, o segmento opera como estruturador de hábitos de consumo recorrente. A Noh mira 10 mil novos usuários com a iniciativa, voltada para o perfil que chama de “DIOP” (double income, one pet).
O que observar
Parcerias de benefício cruzado entre fintechs e plataformas de consumo seguem a lógica de aquisição por afinidade: o produto financeiro não é o ponto de entrada, mas o prêmio por já ser cliente de outro serviço. A efetividade do modelo depende da taxa de conversão de tutores em usuários ativos da conta conjunta, o que ainda precisa ser medido. Vale acompanhar se a sobreposição de perfil se confirma em engajamento real ou se o benefício funciona apenas como redutor de churn para quem já consideraria abrir a conta de qualquer forma.
O portfólio de parcerias da fintech sugere uma estratégia de empilhamento de benefícios por ciclo de vida do casal: viagem, casamento, pets, investimento, seguro. A questão é se essa fragmentação cria valor percebido suficiente para sustentar a mensalidade frente a contas digitais gratuitas. O mercado pet, com crescimento consistente e alta recorrência de gastos, é um dos canais com maior potencial de manter a relação ativa no médio prazo.
Fontes: Startups.com.br • Abempet