O Nubank alcançou um novo marco simbólico ao se aproximar de US$ 90 bilhões em valor de mercado, após suas ações fecharem na máxima histórica desde o IPO na Bolsa de Nova York. Mais do que um movimento pontual de mercado, o patamar reforça a leitura de que investidores passaram a enxergar o banco digital em uma fase distinta de maturidade.
Os papéis encerraram o pregão de terça-feira (27) cotados a US$ 18,55, acumulando valorização superior a 10% apenas em janeiro. Com isso, o Nubank passou a ser avaliado acima de bancos tradicionais globais, como o Deutsche Bank e o Bank of New York Mellon, uma comparação que ajuda a dimensionar o reposicionamento da fintech no mapa financeiro internacional.
No Brasil, o banco segue atrás apenas de gigantes como Itaú e Petrobras em valor de mercado, mas a distância vem sendo reduzida. A última vez que o Nubank liderou o ranking das maiores empresas brasileiras foi em outubro de 2025, sinalizando que a disputa pelo topo passou a ser recorrente, e não episódica.
O que o mercado está precificando
Em 2025, o Nubank superou a marca de 112 milhões de clientes e se consolidou como o segundo maior banco do Brasil em número de usuários, atrás apenas da Caixa Econômica Federal. Nos últimos anos, ultrapassou Itaú e Banco do Brasil nesse indicador, reforçando sua tese de escala como vantagem competitiva.
Segundo a própria instituição, desde 2022, quando entrou no grupo dos cinco maiores bancos do país, o Nubank foi o que mais cresceu proporcionalmente, avançando uma posição por ano no ranking. Esse histórico ajuda a explicar por que o mercado passou a atribuir múltiplos mais próximos aos de instituições globais maduras, e não apenas de uma fintech em crescimento acelerado.








