O Banco Central autorizou a Nu Pagamentos, braço de pagamentos do Nubank, a operar no mercado de câmbio, conforme publicação no Diário Oficial da União.
A Nu Pagamentos, braço de meios de pagamento do Nubank, ganhou sinal verde do Banco Central para atuar em operações de câmbio. O despacho do regulador saiu no Diário Oficial (DOU) desta segunda-feira, 6 de julho de 2026.
O que a autorização destrava
Com o aval, o Nubank passa a ter respaldo do regulador para atuar diretamente em operações de câmbio, em vez de depender apenas de parceiros para levar moeda estrangeira ao cliente. Procurada, a fintech não confirmou produtos nem prazos.
O banco afirmou que “está continuamente avaliando oportunidades de ampliar e aprimorar seu portfólio de produtos e serviços, com foco em oferecer a melhor experiência aos clientes”. E completou: “Qualquer novidade será comunicada pelos nossos canais oficiais no momento oportuno”.
A autorização reforça uma frente internacional que o banco vem montando desde 2024, ano em que estreou a conta global ao lado da Wise Platforms. A base de usuários desse produto não é revelada. Parte do setor também roda a conta para não residentes (CNR), voltada a quem vive fora do Brasil e precisa movimentar recursos, cuidar de patrimônio e aplicar dinheiro no país.
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Câmbio próprio na corrida por licenças
A entrada no câmbio chega enquanto o banco corre contra o prazo do BC para obter uma licença bancária no Brasil, hoje operando sob estrutura de instituição de pagamento e sociedade de crédito. Ter câmbio próprio reduz a dependência de terceiros num serviço que virou vitrine de aquisição e receita.
Nubank no câmbio, passo a passo
2024
Lança a conta global em parceria com a Wise Platforms
Jul/2026
Nu Pagamentos recebe aval do BC para operar no mercado de câmbio
Passos do Nubank em câmbio e conta global. Fonte: Valor Econômico
O movimento também acirra a disputa por moeda estrangeira no varejo digital, onde grandes bancos avançam com conta global e corte de spread. Com o produto já presente na oferta dos grandes, a disputa agora se decide no preço e na escala.
O que observar
Quando uma instituição de pagamento ganha escopo de câmbio, o próximo teste é de execução: transformar a autorização em produto com spread competitivo e volume relevante, sem apoio de parceiros que hoje bancam a operação. Vale acompanhar como o regulador equilibra a ampliação do perímetro das fintechs de pagamento com as exigências de quem busca licença bancária plena, e se a competição por moeda estrangeira no varejo digital comprime as margens do serviço.