O PagBank (PAGS34) registrou lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões no 1º tri de 2026, alta de 4% na comparação anual, com carteira de crédito crescendo 36% no período e superando o teto do guidance de expansão anual de 25% a 35%. O resultado ficou abaixo da expectativa média dos analistas ouvidos pela LSEG, que projetavam R$ 580 milhões.
PagBank 1T26: principais indicadores
| Indicador | 1T26 | Var. anual |
|---|---|---|
| Lucro líquido recorrente | R$ 575 mi | +4% |
| Receita líquida | R$ 3,3 bi | +6% |
| ROAE | 15,8% | +80 bps |
| Clientes | 34 mi | +6% |
| Depósitos | R$ 42 bi | +23% |
| Carteira de crédito | R$ 5 bi | +36% |
Balanço do 1T26 divulgado pelo PagBank. Fonte: InfoMoney
Crédito, Selic e inadimplência
O resultado ocorre em um cenário macroeconômico adverso, mas o PagBank adota postura defensiva pelo tamanho ainda pequeno de seu portfólio de crédito. “Sabemos navegar em ambientes com alto grau de instabilidade e incerteza”, disse Gustavo Sechin, diretor financeiro do banco. No segmento, PagBank integra o grupo de bancos digitais que somou mais de R$ 7 bilhões em lucro no 3T25, mas seu ROAE de 15,8% ainda fica abaixo da média dos líderes do setor.
Sobre o Novo Desenrola, programa federal de renegociação de dívidas com até R$ 15 bilhões em garantias da União, o CEO Carlos Maud descartou impacto relevante: “Para nós, ele tem baixa relevância, até porque o nosso portfólio é pequeno.” O executivo foi na mesma linha ao falar da inadimplência elevada no país, que atingiu 5,5% nos recursos livres em fevereiro, o nível mais alto em quase uma década. “Esses grandes movimentos de inadimplência são menos importantes para gente porque ainda estamos muito no começo da nossa jornada aqui. O elemento macroeconômico ainda não tem poder de pressionar o nosso portfólio, dado que a gente tem R$ 5 bilhões de carteira de crédito”, afirmou.
Na frente monetária, o banco revisou sua projeção para a Selic ao fim do ano. “Estamos olhando para um número provavelmente mais próximo de 13,50%”, disse Maud. O cash-in, que agrega depósitos e adquirência, totalizou R$ 81 bilhões no 1T26, alta de 11% no ano.








