- PicPay protocola pedido de IPO nos EUA após registrar lucro de R$ 270,4 milhões e receita de R$ 7,26 bilhões nos nove meses de 2025.
- A empresa, agora incorporada na Holanda sob o nome Pics NV, planeja negociar ações na Nasdaq sob o ticker PICS.
- Bicycle, gestora formada por ex-executivos do SoftBank, pretende adquirir até US$ 75 milhões em ações no IPO.
- A operação, coordenada por Citigroup, Bank of America e Royal Bank of Canada, pode levantar até US$ 500 milhões.
- Fundado em 2012 como carteira digital, PicPay expandiu sua atuação após o Pix, operando como banco digital.
- O IPO do PicPay ocorre em um momento de baixa no mercado de capitais, sinalizando possível retomada de interesse.
O PicPay protocolou um pedido de abertura de capital nos Estados Unidos, dando início formal ao processo de IPO no mercado americano. A documentação foi enviada à Securities and Exchange Commission (SEC), reguladora do mercado de capitais dos EUA, e marca um dos movimentos mais relevantes do setor financeiro brasileiro nos últimos anos.
Segundo o formulário apresentado, a fintech registrou lucro atribuído aos acionistas de R$ 270,4 milhões nos nove primeiros meses de 2025, alta de 79% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita no intervalo somou R$ 7,26 bilhões, quase o dobro do registrado em 2024, indicando avanço consistente da operação.
A empresa foi incorporada na Holanda para viabilizar a listagem internacional e deverá adotar o nome formal Pics NV após a estreia no mercado. As ações estão previstas para serem negociadas na Nasdaq Global Select Market, sob o ticker PICS.
PicPay mira US$ 500 milhões
De acordo com o documento, a gestora Bicycle, formada por ex-executivos do SoftBank, planeja adquirir até US$ 75 milhões em ações no IPO. Informações divulgadas anteriormente indicam que o PicPay pode buscar levantar até US$ 500 milhões com a operação, embora o valor final ainda não tenha sido confirmado.
A oferta está sendo coordenada por Citigroup, Bank of America e Royal Bank of Canada, que atuam como bancos líderes da transação.








