A Teros planeja triplicar a receita em 2026 após expandir sua base de clientes em 130% no último ano. A estratégia passa por uma guinada no modelo de negócio: deixar de oferecer apenas análise de dados e passar a executar decisões de forma automatizada dentro das operações dos clientes financeiros.
A mudança de posicionamento acompanha a trajetória de Lígia Lopes, atual CEO da empresa. Economista, ela entrou na Teros quando a operação tinha apenas três pessoas e atuava como analista. Ao longo dos anos, passou por diferentes funções até assumir a liderança executiva, conduzindo a transição para um modelo orientado a produto.
Da consultoria para a plataforma integrada
Nos primeiros anos, a Teros funcionava como consultoria, desenvolvendo modelos e análises sob medida para cada cliente. O problema era a falta de integração com os sistemas internos das empresas, o que fazia os resultados perderem eficácia com o tempo.
A partir de 2019, a companhia investiu mais de R$ 20 milhões no desenvolvimento de uma plataforma própria de hiperautomação. O movimento exigiu formar equipes de engenharia e integração, dobrando os custos previstos inicialmente e pressionando a operação no curto prazo.








