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Vitrify capta R$ 1 milhão para organizar crédito privado

Fundada por ex-executivos da Virgo, fintech usa IA para estruturar dados do mercado secundário e já atende BTG e Itaú

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· 2 min

Atualizado em

Edson Lopes (CTO) e Daniel Magalhães (CEO), Foto: divulgaçã

A Vitrify acaba de receber um aporte-anjo de R$ 1 milhão para acelerar sua plataforma voltada ao mercado de crédito privado. Fundada há cerca de um ano por Daniel Magalhães e Edson Lopes, ambos ex-Virgo, a fintech utiliza inteligência artificial para organizar e estruturar dados do ecossistema financeiro, tornando-se uma referência na visualização de informações para gestoras, securitizadoras e agentes autônomos.

A startup já conta com mais de 50 clientes, incluindo instituições como BTG e Itaú, além de gestoras como a Suno. A plataforma reúne atualmente mais de 9.700 CRs, CRIs, CRAs e debêntures, cobrindo 100% dos documentos disponíveis no mercado.

Tecnologia e modelo de negócio

Segundo informações do portal Startups, a Vitrify extrai, classifica e higieniza dados de documentos de diferentes instituições financeiras, como B3, Ambima, bancos e outros players. O objetivo é reduzir a arbitragem e aumentar a transparência em um mercado que movimenta mais de R$ 700 bilhões anualmente.

Após validações ao longo de 2025, a empresa iniciou sua monetização em novembro do ano passado. Daniel Magalhães revelou que a fintech fechou o ano com receita recorrente mensal (MRR) de R$ 50 mil. Atualmente, o MRR já ultrapassou R$ 100 mil, com meta de atingir R$ 250 mil até meados de 2026 e chegar a R$ 500 mil até o final do ano.

Planos de expansão

O investimento-anjo, que trouxe executivos como Carlos Neto, fundador da Matera, será direcionado ao desenvolvimento de novos módulos e aprofundamento da qualidade dos dados. Edson Lopes, CTO da Vitrify, explicou que o modelo de negócio é baseado em assinaturas, com dois planos ativos e um terceiro em desenvolvimento.

A estratégia de expansão inclui o modelo land and expand. No BTG, já existem duas áreas com licenças contratadas. No Itaú, quatro contratos estão em negociação. A empresa projeta um ARR entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões em cinco anos.

Daniel e Edson deixaram a Virgo antes das polêmicas que envolveram a securitizadora em 2024. Porém, ambos destacam que suas trajetórias no setor financeiro garantem a credibilidade necessária para o novo empreendimento. Para mais informações sobre o mercado de crédito e fintechs, confira outras matérias sobre startups financeiras no Let’s Money.

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