Ir para o conteúdo

Cross-borderFintech · América Latina

Z.ro Bank mira top 3 em cross-border após encerrar B2C

Z.ro Bank mira virar top 3 em pagamentos cross-border da América Latina em até 24 meses, com operação em Argentina, Peru e México.

por

· 3 min

Atualizado em

Foto: Divulgação

O Z.ro Bank vai concentrar a operação no B2B e mira virar um dos três maiores nomes em pagamentos cross-border da América Latina nos próximos 18 a 24 meses. A fintech de Recife, fundada em 2019, já opera em Argentina, Peru e México, e tem Colômbia e Equador como próximos destinos.

Roadmap de expansão regional

Fase Mercados
Em operação Argentina, Peru, México
Próximos destinos Colômbia, Equador
Roadmap futuro América Central, Bolívia, Paraguai, Uruguai

Plano de expansão regional do Z.ro Bank. Fonte: Startups

A virada do B2C para o B2B

O encerramento das contas pessoa física foi anunciado em abril e fecha um movimento costurado desde 2022, quando a empresa lançou o braço “as a service”. Em 2023, o B2B já respondia por 90% do faturamento, segundo a companhia. A operação corporativa atende três perfis de cliente: lojistas digitais globais, provedores de serviço de pagamento e bancos tradicionais ou de câmbio que precisam movimentar dinheiro na região.

“A saída gradual do B2C fazia parte do nosso desejo. A infraestrutura que construímos era muito mais robusta do que o B2C precisava”, afirmou Rafael Lavezzo, CEO do Z.ro International, à Startups. Lavezzo passou por Cielo, Zoop, Worldpay e Nuvei antes de assumir o comando da expansão internacional, no início de 2025.

O caso de uso do cross-border na região

A tese de mercado da empresa, segundo Lavezzo, é que o cross-border na América Latina, hoje em US$ 400 bilhões anuais, deve chegar a US$ 1 trilhão em 2030. Quase metade do volume está concentrada no Brasil, e o Z.ro Bank diz mirar uma fatia entre 1% e 2% do total regional. No México, a meta divulgada é processar R$ 1 bilhão por mês até o fim de 2027.

O cross-border na região tem ganhado densidade com fintechs brasileiras que combinam câmbio, Pix e stablecoins na mesma camada de infraestrutura. “Pagamento, câmbio e cripto são quase commodities. A guerra vai ser na experiência do cliente. Como você mantém, fideliza e evita o churn”, afirmou Lavezzo.

O que observar

O ponto de inflexão é a transição de infratechs que vendem “tudo em uma API” para curadoria de experiência do cliente. Quando câmbio e cripto deixam de ser diferencial técnico e viram commodity, o que segura o cliente passa a ser o suporte, a previsibilidade do reconciliamento, o tempo médio de onboarding e o tratamento de exceção. Provedores que pulam essa parte tendem a perder mandato dentro de 12 a 18 meses, mesmo com infraestrutura superior.

O segundo ponto é o impacto sobre adquirentes regionais e bancos de cobertura nacional na América Latina. A entrada de provedores brasileiros que oferecem onboarding curto e múltiplos rails numa API única pressiona a margem cambial e a fila de integrações que esses incumbentes mantêm hoje. Vale acompanhar como respondem reguladores em mercados com regimes cambiais mais restritos, onde o uso de stablecoins pode forçar uma redefinição do que conta como liquidação local.

Fontes: StartupsFinsiders BrasilLet’s Money: Z.ro encerra B2CLet’s Money: cross-border com stablecoins

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasFintech
Ver a editoria

Mais artigos de Fintech

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.