A Anthropic comunicou a investidores que projeta US$ 559 milhões de lucro operacional no segundo trimestre de 2026, com receita de US$ 10,9 bilhões, mais do que o dobro dos US$ 4,8 bilhões registrados no trimestre anterior, segundo projeções divulgadas durante uma rodada de captação e revisadas pelo Wall Street Journal.
Anthropic: Q1 vs Q2 2026
| Métrica | Q1 2026 (real) | Q2 2026 (projetado) |
|---|---|---|
| Receita | US$ 4,8 bi | US$ 10,9 bi |
| Lucro operacional | negativo | US$ 559 mi (1º positivo) |
| Computação por US$ 1 de receita | US$ 0,71 | US$ 0,56 |
Projeções divulgadas ao Wall Street Journal. Fonte: Invezz / WSJ
Claude Code como motor da aceleração
O ritmo de crescimento projetado para o segundo trimestre supera, segundo o WSJ, o do Zoom durante a pandemia e o de Google e Meta na véspera de seus respectivos IPOs. O principal driver é o Claude Code, agente de desenvolvimento de software que havia superado US$ 1 bilhão em receita anualizada em novembro de 2025. A adoção corporativa avançou também em setores regulados: a Bristol Myers Squibb disponibilizou o Claude para mais de 30.000 funcionários voltados para pesquisa de medicamentos. A empresa havia captado rodada mirando valuation de US$ 350 bilhões: foi exatamente nesse processo que os números foram divulgados ao mercado.
As projeções vêm com ressalvas explícitas: o resultado exclui remuneração baseada em ações, a empresa alertou que pode não se manter lucrativa ao longo de todo o ano e os gastos com infraestrutura de computação devem crescer nos trimestres seguintes. Até recentemente, a própria Anthropic não projetava atingir rentabilidade anual antes de pelo menos 2028.








