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Open FinanceIA · Agentes de IA

Executivos veem valor da IA no Open Finance em recomendações

Executivos ouvidos pela Capgemini no Brasil esperam que agentes de IA gerem valor no Open Finance sobretudo com recomendações em tempo real (31%).

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· 3 min

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Recomendações em tempo real são a principal frente em que executivos ouvidos pela Capgemini enxergam valor para agentes de IA no Open Finance, citadas por 31% deles. Em seguida aparecem comparação de ofertas (28%) e gestão financeira personalizada (27%). Os dados são do relatório Índice de Maturidade do Open Finance no Brasil em 2025, a 3ª edição do levantamento, feito integralmente no país.

A tese do estudo parte da soma de duas capacidades. O Open Finance entrega acesso padronizado a dados financeiros de várias instituições, e a IA consegue processar esse volume em escala, reconhecer padrões, automatizar decisões e montar experiências sob medida. Na leitura da consultoria, a combinação permite que bancos e demais participantes do ecossistema ofereçam serviços hiperpersonalizados, ganhem eficiência nos processos e extraiam valor mais rápido.

Onde os executivos esperam valor dos agentes de IA no Open Finance

Indicador %
Recomendações em tempo real (executivos) 31%
Comparação de ofertas (executivos) 28%
Gestão financeira personalizada (executivos) 27%
Empresas que lançaram soluções com dados Open nos últimos 12 meses 78%

Dados da 3ª edição do Índice de Maturidade do Open Finance no Brasil, informados no release da consultoria. Fonte: Capgemini

Agentes autônomos como copiloto financeiro

Segundo o relatório, o forte interesse do mercado por agentes autônomos tende a acelerar o surgimento de ferramentas cada vez mais personalizadas, que funcionariam como um “copiloto financeiro” para o cliente. Pelo diagnóstico da Capgemini, esses agentes podem tornar a experiência proativa e assumir de forma automática pagamentos, transferências, investimentos e a própria gestão financeira.

A conexão entre agentes e dados abertos já tem exemplos no mercado brasileiro: a Belvo lançou um MCP que conecta agentes de IA ao Open Finance.

O que falta ao ecossistema, na visão da Capgemini

Jamile Leão, Head de Consultoria de Negócios em Serviços Financeiros e Open Finance da Capgemini Brasil, resume onde o mercado ainda precisa avançar: “O Brasil tem uma infraestrutura robusta, mas precisa evoluir na personalização de ofertas, uso de dados para crédito, investimentos e pagamentos inteligentes. O diferencial será a capacidade de criar produtos contextualizados, jornadas fluidas e integração com IA para hiperpersonalização. O ecossistema deve focar em eficiência operacional, redução de custos e criação de valor percebido pelo cliente, além de fomentar a interoperabilidade com outros setores (open data/smart data).”

Lançamentos com dados Open nas empresas

Entre as empresas ouvidas, 78% colocaram no mercado soluções apoiadas em dados Open nos últimos 12 meses, e 57% têm novos lançamentos planejados para 2026.

Na ponta do consumidor, o Let’s Money publicou recentemente uma pesquisa encomendada pela Zetta sobre quantos entrevistados já ouviram falar do Open Finance e quantos dizem entender o sistema.

Como o índice foi feito

Na 3ª edição do Índice de Maturidade do Open Finance no Brasil, a Capgemini entrevistou 923 clientes bancarizados pessoa física e 271 representantes de empresas que atuam no ecossistema Open. A edição somou dez entrevistas qualitativas com pessoas que aderiram ao Open Finance e perceberam ganhos com isso: seis com clientes que buscavam benefícios para si e quatro com quem aderiu pela própria empresa.

Feito 100% no Brasil, o levantamento procura medir o desenvolvimento e o potencial do Open Finance brasileiro, com diagnósticos sobre entendimento, preparação, adesão e geração de valor para consumidores e players. Além de comparar os resultados com as edições anteriores, o índice traça perfis de consumidores, capta expectativas e analisa a integração com IA e a expansão para o Open Data.

O que observar

Para bancos, fintechs e iniciadoras de pagamento, o estudo indica em quais frentes os executivos esperam retorno dos agentes autônomos: recomendações em tempo real, comparação de ofertas e gestão financeira personalizada. Vale acompanhar como essas frentes aparecem nos lançamentos planejados para 2026, de que forma o consentimento do cliente será tratado quando um agente executar pagamentos e transferências em seu nome, e se a expansão para o Open Data vai ampliar a base de dados disponível para personalizar ofertas.

Fontes: CapgeminiBanco Central do BrasilLet’s MoneyLet’s Money

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