A Cielo evitou R$ 2,8 bilhões em fraudes em 2025 usando quatro agentes de IA com 99,4% de precisão na detecção e capacidade de analisar mais de 15 milhões de transações por dia, segundo Eduardo Migotto, superintendente de produtos e tecnologia da adquirente, durante o MobiSec, evento de cibersegurança realizado em 13 de maio de 2026.
Cielo com IA agêntica: resultados em 2025
| Métrica | Resultado |
|---|---|
| Fraudes evitadas (2025) | R$ 2,8 bilhões |
| Precisão na detecção | 99,4% |
| Transações analisadas por dia | Mais de 15 milhões |
| MTTR (tempo médio de resposta) | De horas para menos de 5 minutos |
| Falsos positivos | Queda de 38% |
| Chargeback | Redução de 42% |
| Conversão de checkout | Aumento de 15% |
Resultados da Cielo com IA agêntica em 2025. Fonte: Mobile Time
Arquitetura de quatro agentes
A Cielo estruturou sua estratégia de defesa em uma camada de dados centralizada que monitora comportamento e processa informações em um data lake, rompendo o modelo anterior em que as áreas de negócios, pagamentos e segurança operavam em silos. Sobre essa base, quatro tipos de agentes atuam em sequência: o Agente Monitor faz a vigilância contínua; o Agente Analisador avalia o contexto; o Agente Respondedor executa ações de contenção; e o Agente Aprendiz alimenta os demais com evolução a partir dos padrões identificados. A catalogação de 400 padrões de comportamento sustenta a operação, que já atinge mais de 2 mil deploys de código por semana.
“Não seria possível fazer isso só com o time de segurança. Precisaria de um batalhão”, disse Migotto, ao explicar que o volume de análises antes da IA era inviável para uma equipe humana. “O humano só entra onde a decisão é necessária”, completou. A pressão para que instituições financeiras modernizem sua infraestrutura com IA generativa vem crescendo precisamente porque os ataques, como descreveu o executivo, ficaram mais sofisticados e escaláveis.








