A Creatio, empresa de software de CRM e fluxos de trabalho com inteligência artificial sediada em Boston, anunciou em 22 de setembro que vai destinar US$ 300 milhões, no período de 2026 a 2028, ao Creatio Bank.AI, a linha de produtos que vende a bancos e instituições financeiras. O dinheiro é investimento da própria companhia no produto, segundo o comunicado distribuído pela Creatio, que não cita investidores, rodada ou origem dos recursos e não informa a divisão do montante por ano.
A empresa associa o plano ao ritmo de adoção de IA pelas instituições financeiras e informa que a sua vertical de serviços financeiros cresceu 48% na comparação anual, sem dizer se a métrica é receita, contratos ou número de clientes. Na lista de clientes do setor citada pela companhia aparecem, entre outros, a MetLife, a Nasdaq, o OTP Bank, o Metro Bank, o ESL Credit Union, o CEC Bank, o National Bank of Panama e o First National Bank of Pennsylvania.
“A próxima geração do setor bancário será construída em torno de pessoas e agentes de IA trabalhando juntos em fluxos de trabalho de clientes e de operações”, disse Katherine Kostereva, CEO da Creatio.
O plano da Creatio para bancos
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Valor | US$ 300 milhões, investimento da própria Creatio |
| Período | De 2026 a 2028, sem divisão anual informada |
| Frente 1 | Produto e inovação em IA |
| Frente 2 | Adoção e capacitação em IA para clientes e parceiros |
| Agentes | Crescimento, atendimento e operações |
| Vertical financeira | Alta de 48% na comparação anual, segundo a empresa |
Comunicado oficial da Creatio. Fonte: PR Newswire
Onde a Creatio vai aplicar os US$ 300 milhões
O comunicado lista duas frentes de aplicação. A primeira é de engenharia: a Creatio quer acelerar o Bank.AI, pacote que reúne a plataforma de IA da casa, o CRM e agentes bancários prontos. Esses agentes cobrem três domínios. Os de crescimento cuidam da aquisição e da integração (onboarding) de clientes e da venda de mais produtos a quem já é cliente; os de atendimento buscam respostas mais rápidas e personalizadas; os de operações assumem conformidade, relatórios regulatórios e tarefas de middle e back office.
Na mesma frente entra o AI Studio, ambiente sem código para montar agentes pessoais e corporativos, que deve ganhar reforço em governança centralizada, integrações, segurança e observabilidade.
A segunda frente é de adoção. A verba amplia programas de treinamento, oficinas de aceleração e orientação por setor para clientes e parceiros, além de reforçar os parceiros que implantam o sistema nos bancos. “Nosso investimento de US$ 300 milhões no Creatio Bank.AI vai acelerar essa transição”, afirmou Kostereva. Pelo comunicado, a empresa ainda agendou um evento digital sobre casos de uso de IA em bancos para 24 de setembro e o Bank.AI Summit, em Chicago, para 27 de outubro.
A Creatio não é a única fornecedora a empacotar agentes para o setor. A Mambu lançou três camadas de IA agêntica para o core bancário, e a dupla Fiserv e OpenAI lançou agentes de IA para bancos.








