Os gastos globais com inteligência artificial devem atingir US$ 2,59 trilhões em 2026, alta de 47% sobre 2025, segundo projeção do Gartner. O dado esconde uma tensão: enquanto hyperscalers constroem a infraestrutura, empresas corporativas ainda não conseguem demonstrar ROI concreto em projetos de IA.
Mercado global de IA em 2026 (Gartner)
| Segmento | Crescimento / Volume |
|---|---|
| Infraestrutura de IA (servidores, nuvem, semicondutores) | >45% do mercado total |
| Data centers otimizados para IA | +55,8%, US$ 788 bi |
| Modelos de IA generativa | +110%, US$ 32 bi |
Projeções do Gartner para 2026. Fonte: CIO Dive
Infraestrutura e agentes puxam o crescimento
A maior fatia dos gastos ficará com infraestrutura voltada à IA, incluindo servidores especializados, nuvem otimizada, semicondutores e redes, segmento que deve responder por mais de 45% do mercado total. “Os gastos com servidores otimizados para Inteligência Artificial triplicarão nos próximos cinco anos, tornando-se o maior subsegmento, à medida que os fornecedores de serviços em Nuvem expandirem a capacidade em antecipação às cargas de trabalho criadas por modelos Inteligência Artificial Generativa (GenAI) e fluxos de trabalho agênticos”, afirmou John-David Lovelock, vice-presidente analista emérito do Gartner.
Além da infraestrutura, o Gartner revisou para cima a projeção de crescimento para modelos de IA, que deve chegar a 110% em 2026, adicionando cerca de US$ 6 bilhões. A consultoria aponta que as empresas devem ampliar o uso de modelos generativos incorporados em softwares corporativos existentes e de agentes de IA integrados a múltiplos fluxos de trabalho, movimento que já chega ao setor financeiro, onde Visa e Banco do Brasil testam transações feitas por agentes.








