A inteligência artificial pode automatizar entre 30% e 50% das tarefas em quase todos os cargos do setor financeiro britânico, segundo relatório encomendado pelo governo do Reino Unido. O estudo “A Workforce Transformed”, publicado pelo Financial Services Skills Commission (FSSC), estima que cerca de 450 mil dos 780 mil profissionais altamente qualificados do setor enfrentam risco de deslocamento até 2035.
A Workforce Transformed: principais projeções para 2035
| Dimensão | Projeção |
|---|---|
| Automação de tarefas | 30% a 50% em quase todos os cargos |
| Profissionais em risco | 450 mil de 780 mil altamente qualificados |
| Horizonte temporal | até 2035 |
| Função com maior crescimento | profissionais de IA e dados |
| Patrocinadores | Lloyds, PwC, City of London Corp., TheCityUK |
Projeções do relatório A Workforce Transformed (FSSC, 2025). Fonte: Finextra
Deslocamento concentrado no topo
O relatório inverte o padrão esperado de automação: o risco maior não recai sobre funções de entrada, mas sobre os 780 mil profissionais altamente qualificados do setor. O FSSC estima que 450 mil desses trabalhadores terão pelo menos metade de suas atividades automatizáveis em dez anos. Claire Tunley, CEO do FSSC, afirmou que “a IA já está sendo implantada em todo o setor, com a expertise humana sendo vital para supervisionar e contestar seus resultados”.
A lógica é que tarefas cognitivas repetitivas como análise de documentos, triagem de crédito e reconciliação de dados são as primeiras a ser absorvidas por modelos de linguagem e agentes autônomos. O fenômeno já se manifesta operacionalmente: grandes grupos de tecnologia estão reestruturando equipes técnicas após falhas de supervisão em sistemas com IA, enquanto ferramentas de IA já executam volumes de trabalho que antes exigiam anos de equipe.








