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PesquisaIA · inteligência artificial

IA generativa alcança 17,8% da força de trabalho global

Relatório da Microsoft aponta que 26 países superaram 30% de adoção. Brecha entre Norte Global (27,5%) e Sul Global (15,4%) se amplia.

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Mais de 1 em cada 6 trabalhadores em idade ativa no mundo usa IA generativa. O dado é do relatório de difusão global de IA da Microsoft, publicado em maio de 2026: 17,8% da força de trabalho global utiliza ferramentas de IA generativa no Q1 2026, avanço de 1,5 ponto percentual sobre os 16,3% do trimestre anterior.

Adoção de IA generativa por região, Q1 2026

Região / País Adoção (% pop. ativa)
Emirados Árabes Unidos 70,1% (1º lugar)
Norte Global 27,5%
Estados Unidos 31,3% (21º lugar)
Sul Global 15,4%
Média mundial 17,8%

Adoção de IA generativa por região no Q1 2026. Fonte: Microsoft

Código gerado por IA cresceu 78% em um ano

O setor de desenvolvimento de software concentra a transformação mais mensurável da IA em 2026. O volume global de “git pushes”, indicador de produção de código, cresceu 78% em um ano, impulsionado por ferramentas como GitHub Copilot, Claude Code e Codex. Nos Estados Unidos, o emprego de desenvolvedores cresceu 8,5% em 2025 e segue em expansão, indicando que a automação ampliou a demanda por profissionais em vez de substituí-la.

O fenômeno não se limita ao setor de tecnologia. Nos serviços financeiros, bancos e fintechs aceleraram a implantação de assistentes de IA para reduzir trabalho repetitivo: o BBVA reportou ganhos expressivos de produtividade com assistente de IA e o Itaú cortou 300 mil horas de trabalho com agentes de IA, exemplos que antecipam o padrão que o relatório Microsoft documenta em escala global.

A brecha que cresce entre Norte e Sul Global

A expansão não é uniforme. A adoção no Norte Global chegou a 27,5% no Q1 2026, alta de 2,8 pontos sobre o semestre anterior. No Sul Global, o índice foi de 15,4%, alta de 1,3 ponto. A diferença de 12,1 pontos percentuais entre os dois blocos segue se ampliando.

A Microsoft aponta que a desigualdade de infraestrutura digital, acesso a hardware e disponibilidade de modelos avançados explica boa parte da brecha. A Ásia acelera na contramão: Coreia do Sul, Japão e Tailândia registraram alguns dos maiores saltos globais de adoção, puxados pela maturação de modelos em idiomas locais.

O que observar

A brecha de 12,1 pontos entre Norte e Sul Global é o dado mais relevante para quem opera em mercados emergentes. Fintechs e instituições financeiras que desenvolvem produtos no Sul Global competem crescentemente com concorrentes que já têm acesso a capacidade de IA superior, mão de obra treinada e modelos mais calibrados.

O custo de desenvolvimento de software caindo globalmente (mais código por hora de trabalho, a custos menores) tende a pressionar margens de quem ainda faz desenvolvimento tradicional. Vale acompanhar se a expansão de modelos open source de origem chinesa, citada no relatório como vetor de difusão em mercados emergentes, vai reduzir ou aprofundar essa assimetria nos próximos trimestres.

Fontes: TIInsideMicrosoft On the Issues

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