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IAIA · AWS

Itaú corta 60% do tempo de relatórios com IA generativa

Itaú reduziu mais de 60% no tempo de relatórios de análise de mercado com IA generativa, em parceria com AWS e GFT, em ambiente produtivo.

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· 3 min

Atualizado em

Alf Ribeiro / Shutterstock.com

O Itaú Unibanco cortou em mais de 60% o tempo de produção de relatórios de análise de mercado com IA Generativa, em projeto desenvolvido com AWS e GFT Technologies. Os resultados foram publicados como case oficial pela AWS em 26 de março, confirmando a solução em ambiente produtivo.

Projeto de automação de relatórios com IA generativa

Parceiro Papel no projeto
Itaú Unibanco Banco e detentor dos dados proprietários
AWS Infraestrutura de nuvem e modelos de IA
GFT Technologies Integração de sistemas e arquitetura
Resultado Mais de 60% de redução no tempo de elaboração

Case divulgado pela AWS em 26 de março de 2026. Fonte: TI Inside

Como a IA generativa entrou nos relatórios do Itaú

O projeto ataca as etapas mais intensivas do fluxo de análise: leitura de documentos com dezenas de páginas, redação de rascunhos iniciais e organização de dados. Com a IA Generativa, o banco automatizou essas etapas usando bases de dados proprietárias para gerar versões iniciais dos relatórios. Os analistas passam a concentrar esforço na interpretação de cenários e na elaboração de recomendações de investimento, etapas de maior valor. Em setembro, o Itaú havia cortado 300 mil horas de trabalho com agentes de IA, indicando que a automação de processos internos é frente estratégica contínua.

A saída do protótipo para produção envolveu integração com sistemas corporativos e controle de dados sensíveis. “O grande desafio foi sair de um protótipo e levar a solução para o ambiente real do banco, com integração a sistemas críticos e garantindo governança de ponta a ponta”, afirma Vinícius Simionato, gerente de projetos da GFT Technologies. O banco também registrou redução de custos em tradução automática de conteúdos, ampliando o potencial de distribuição internacional dos relatórios. O Itaú opera com mais de 1,3 mil modelos de IA em diferentes frentes de negócio.

Qualidade e conformidade no centro

“Nosso objetivo foi tornar o processo mais ágil sem renunciar à qualidade, à precisão e à segurança das informações. A IA entra como um apoio importante, mas todo o conteúdo continua sendo produzido, revisado e validado por especialistas, respeitando as exigências regulatórias do setor”, disse Ricardo Santos Motta Junior, coordenador de engenharia de TI do Itaú Unibanco. A próxima etapa prevista inclui revisão de textos em inglês e expansão para outras áreas do banco.

O que observar

O modelo de IA para rascunhos com validação humana na saída tende a se consolidar como padrão em análise de investimentos em grandes bancos, onde a conformidade regulatória exige supervisão da etapa final. A questão operacional é onde o ganho de produtividade vai parar: em cobertura ampliada de ativos e setores, ou em redução de custo de equipe. Vale registrar que o dado de +60% de redução vem da própria parceria envolvida no projeto, sem auditoria independente, o que limita a extrapolação para outras instituições.

Vale acompanhar se a solução escala para relatórios com maior complexidade analítica, como valuation e análise de risco de crédito estruturado, onde o erro num rascunho tem consequências operacionais maiores. A expansão para revisão de textos em inglês, mencionada na iniciativa, é o próximo ponto de verificação público.

Fontes: TI InsideBagueteLet’s MoneyLet’s Money

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