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Inteligência ArtificialIA · IA generativa

Mercado de IA generativa deve chegar a US$ 400 bi em 2031

Estudo da Softtek projeta mercado de IA generativa em US$ 400 bi até 2031. Empresas AI-Native alcançam ROI 3,7x maior por euro investido.

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Shutterstock

O mercado global de inteligência artificial generativa deve crescer de US$ 59 bilhões em 2025 para US$ 400 bilhões até 2031, segundo estudo da Softtek. A projeção ancora-se na ascensão de um novo modelo organizacional: as chamadas empresas AI-Native, que integram a inteligência artificial à estrutura do negócio e registram retorno 3,7 vezes superior sobre o capital investido.

Projeções do estudo AI-Native Enterprises (Softtek)

Indicador Dado
Mercado GenAI (2025) US$ 59 bilhões
Mercado GenAI (2031, projeção) US$ 400 bilhões
ROI de empresas AI-Native 3,7x superior por euro investido
Empregos deslocados até 2030 ~92 milhões
Novas funções até 2030 ~170 milhões
Captação AI-Native (2024) US$ 8,5 bi (+70% a.a.)

Relatório The Next Corporate Wave: AI-Native Enterprises. Fonte: TIInside

O que distingue uma empresa AI-Native

O relatório The Next Corporate Wave: AI-Native Enterprises, produzido pela Softtek, define as empresas AI-Native não como as que adotam ferramentas de IA pontualmente, mas as que integram a inteligência artificial à operação, à estratégia e à tomada de decisão. Quatro pilares sustentam esse modelo: automação inteligente com aprendizado contínuo, hiperpersonalização em escala, operações orientadas por dados em tempo real e colaboração entre profissionais e agentes de IA. Para o estudo, a demanda por experiências hiperpersonalizadas e a pressão por eficiência operacional são os vetores que tornam esse modelo competitivo.

“O diferencial competitivo está na capacidade de aprender, adaptar e executar em tempo real”, afirmou Eduardo Floriano, da Softtek. Para o executivo, o próximo estágio da evolução será marcado por ecossistemas conectados em que empresas, fornecedores, reguladores e consumidores compartilharão dados e inteligência continuamente. O conceito ganha tração no setor financeiro: a FinTech Collective já aposta que a próxima grande fintech global será AI-Native, com o Brasil como provável berço.

Mercado em expansão, transição com fricção

Em 2024, startups AI-Native captaram mais de US$ 8,5 bilhões globalmente, alta de 70% sobre o ano anterior. O estudo alerta, porém, que o capital por si só não garante resultado: a modernização da infraestrutura e a superação de sistemas legados são condições para que o investimento se converta em vantagem competitiva. A demanda por infraestrutura bancária moderna para IA generativa já aparece como prioridade em grandes instituições financeiras.

No mercado de trabalho, a Softtek projeta que até 2030 cerca de 92 milhões de postos devem ser deslocados pela automação, ao mesmo tempo em que aproximadamente 170 milhões de novas funções devem surgir, exigindo programas de requalificação e equipes híbridas. A empresa tem histórico de atuação no setor financeiro brasileiro, incluindo investimentos em IA e antifraude para bancos.

O que observar

O relatório é produzido pela própria Softtek, multinacional de serviços de tecnologia que comercializa consultorias e soluções de IA para grandes empresas. As projeções de crescimento de mercado e de retorno sobre investimento refletem o ponto de vista de quem tem interesse direto na expansão do modelo AI-Native: vale ler os dados como um diagnóstico setorial com viés de mercado, não como pesquisa acadêmica independente. Isso não invalida os números, mas posiciona o leitor para avaliar com mais contexto.

A distinção central que o estudo propõe, entre “usar IA como ferramenta” e “ser AI-Native”, é operacionalmente relevante para instituições financeiras. A questão prática é se essa transição pode ser feita de forma incremental ou exige redesenho estrutural. Para fintechs brasileiras que já nasceram digitais, a distância até o modelo AI-Native pode ser menor do que para bancos incumbentes com décadas de sistemas legados. Vale acompanhar se o ROI de 3,7x se materializa de forma consistente em contextos regulatórios como o brasileiro, onde governança de dados e privacidade impõem fricções adicionais.

Fontes: TIInsideSofttek: The Next Corporate WaveLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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