A Meta encerrou 2025 deixando claro sua principal frente estratégica para o próximo ciclo da inteligência artificial: agentes autônomos. A companhia comprou a Manus, startup de IA sediada em Singapura, em um negócio estimado em mais de US$ 2 bilhões, segundo o Wall Street Journal. A operação foi confirmada oficialmente pela própria companhia.
O movimento não é apenas mais uma aquisição no já aquecido mercado de IA. Ele sinaliza uma mudança de foco: sair da disputa puramente por modelos fundacionais e avançar para a camada de aplicação, onde agentes de IA executam tarefas completas de forma autônoma, do planejamento à execução.
Agentes de IA no centro da estratégia da Meta
Lançada no início de 2025, a Manus ganhou notoriedade ao oferecer um agente de IA voltado a pequenas e médias empresas, capaz de realizar tarefas generalistas a partir de comandos simples. Entre os usos estão triagem de currículos, criação de relatórios, análise de dados financeiros e automação de processos operacionais.
No início do ano, a startup já registrava um run rate anualizado de US$ 125 milhões, além de ter levantado capital recentemente a uma avaliação próxima de US$ 500 milhões. Agora, com a aquisição, o time da Manus será incorporado à frente de IA da Meta, com foco tanto em produtos B2B quanto B2C, incluindo o ecossistema do Meta AI.
Segundo a companhia, a Manus continuará operando comercialmente, enquanto sua tecnologia passa a ser integrada aos produtos da Meta. Na prática, trata-se de acelerar a entrega de agentes escaláveis para bilhões de usuários, algo que poucas empresas no mundo têm capacidade de fazer.








