O sistema de Open Finance do Brasil atingiu escala incompatível com modelos de análise tradicionais: são 750 instituições participantes, mais de 100 milhões de consentimentos ativos e quase 10 bilhões de chamadas de API por semana, números que colocam a inteligência artificial como próxima camada natural do sistema, segundo líderes de associações setoriais no Fórum de Bem-Estar Financeiro do Sicredi.
Open Finance do Brasil: escala do sistema em 2026
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Instituições participantes | 750 |
| Consentimentos ativos | Mais de 100 milhões |
| Chamadas de API por semana | Quase 10 bilhões |
Dados apresentados por Ana Carla Abrão, presidente da Associação Open Finance, no Fórum de Bem-Estar Financeiro do Sicredi. Fonte: Valor Econômico
A escala que inviabiliza os modelos tradicionais
Ana Carla Abrão, diretora-presidente da Associação Open Finance, descreveu o sistema como o maior do mundo em funcionalidade: “Nosso open finance é o maior do mundo, tem funcionalidades que não existem em nenhum outro país”, disse. Leandro Vilain, presidente da ABBC, traduziu o que esse volume significa na prática: “Cada chamada de API é como se fosse uma ligação telefônica, onde você obtém diversos dados. São 10 bilhões de chamadas por semana, então dá para imaginar o volume de informações.
Era impossível trabalhar essa quantidade de dados com modelos tradicionais.” O argumento é direto: o Open Finance gerou dados que só ferramentas de IA conseguem transformar em serviço útil ao consumidor. Uma pesquisa recente mostrou que, apesar do potencial para reduzir juros e organizar contas, apenas 37% dos brasileiros usam o Open Finance, distância que sistemas baseados em IA podem ajudar a encurtar.








