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IAIA · Agentes de IA

74% das empresas já interromperam agentes de IA após falhas

Pesquisa da Sinch com 2.527 executivos em 10 países aponta que o desafio da IA corporativa migrou da adoção para a confiabilidade em escala.

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Shutterstock

74% das empresas já precisaram desativar ou reduzir operações de agentes de IA voltados a atendimento e comunicação após falhas de governança, confiabilidade e integração, segundo o estudo The AI Production Paradox, da Sinch, com 2.527 executivos seniores em 10 países e seis setores da economia.

The AI Production Paradox: principais dados

Indicador Dado
Empresas que já interromperam agentes de IA 74%
Entre empresas digitalmente maduras 81%
Organizações com agentes de IA em operação 62%
Priorizam confiança, segurança e compliance 76%
Consideram infraestrutura de comunicação essencial 87%
Pretendem ampliar investimentos em IA em 2026 98%

Estudo global com 2.527 executivos seniores, 10 países, 6 setores. Fonte: IT Forum

O desafio migrou da adoção para a confiabilidade

O estudo aponta que 62% das organizações já operam agentes de IA ativamente, sinal de que a fase de adoção avançou. O problema passou a ser sustentá-los em ambientes corporativos complexos, integrados a múltiplos sistemas e canais. Entre as empresas consideradas mais maduras digitalmente, a taxa de interrupção sobe para 81%, o que a Sinch interpreta como capacidade de detecção: organizações com monitoramento mais robusto identificam falhas antes que os impactos se alastrem.

“O mercado falou muito sobre colocar IA em produção, mas isso já não é mais o principal desafio. O que vemos agora é um movimento de ajuste: empresas estão percebendo que operar IA em escala, com consistência e segurança, é muito mais complexo do que lançar um piloto. A confiabilidade da infraestrutura e a qualidade das integrações fazem toda a diferença nesse cenário”, afirma Mario Marchetti, CEO Latam da Sinch.

“Empresas mais avançadas têm mais clareza sobre onde estão os problemas. Taxas maiores de desativação não indicam pior desempenho, mas sim maior capacidade de identificar riscos e agir rapidamente. Isso é um sinal de maturidade operacional”, complementa Marchetti.

A dificuldade em sustentar produtos de IA não se limita ao segmento corporativo. Aplicativos de IA voltados ao consumidor também perdem assinantes 30% mais rápido do que apps convencionais, segundo estudo da RevenueCat divulgado em março. O padrão sugere que o problema de retenção e confiabilidade é transversal à adoção da tecnologia.

No lado dos investimentos, 76% das empresas já alocam mais recursos a confiança, segurança e conformidade regulatória do que ao desenvolvimento de IA em si (63%). Na infraestrutura, 87% consideram plataformas de alta performance essenciais para suportar operações baseadas em agentes. Ao mesmo tempo, 86% avaliaram ou estão avaliando novos fornecedores para essa camada, e mais da metade desenvolve soluções próprias para gerenciar contexto e integração entre canais. Ainda assim, 98% pretendem ampliar os aportes em IA aplicada à comunicação ao longo de 2026.

O que observar

O levantamento registra uma transição real no mercado, mas foi conduzido por um fornecedor de infraestrutura de comunicação com interesse direto nas conclusões. Os números sobre a necessidade de plataformas robustas e de troca de fornecedores apontam exatamente para o segmento que a empresa ocupa. Isso não invalida os dados, mas pede leitura atenta das recomendações.

O dado mais relevante para acompanhar é a relação inversa entre maturidade digital e invisibilidade das falhas: organizações sem capacidade de monitoramento não interrompem agentes porque não sabem o que está falhando. O debate sobre riscos de escalar IA em grandes organizações já coloca esse ponto como central na governança de sistemas autônomos. À medida que a base de 62% que opera agentes hoje for crescendo, a capacidade de detecção vai determinar quem consegue escalar com segurança e quem apenas escala o problema.

Fontes: Locaweb IT Forum

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