A Fundação Solana e o Google Cloud lançaram o Pay.sh, um gateway que permite a agentes de IA acessar e pagar por mais de 75 APIs empresariais usando USDC, sem conta de faturamento, sem KYC e sem intervenção humana.
Pay.sh: como um agente de IA paga por uma API
| Etapa | Quem age | O que acontece |
|---|---|---|
| 1. Descoberta | Agente de IA | Navega mercado unificado de 75+ endpoints |
| 2. Cotação | Pay.sh | Gera preço em USDC em tempo real |
| 3. Pagamento | Agente de IA | Debita micropagamento do saldo Solana |
| 4. Autorização | Pay.sh | Valida limites e cotas sem KYC ou conta |
| 5. Acesso | Agente de IA | Usa API: Gemini, BigQuery ou VertexAI |
Fluxo do Pay.sh para pagamentos de agentes de IA. Fonte: Coinpedia
Pagamento máquina a máquina sobre o protocolo x402
O Pay.sh funciona como um proxy de API construído sobre a infraestrutura do Google Cloud. O agente conecta uma carteira Solana à plataforma (processo que leva cerca de 60 segundos com depósito via stablecoin ou cartão de crédito) e passa a acessar as APIs no modelo pay-per-call, pagando frações de centavo por requisição. Do lado do prestador, o gateway converte os USDC em moeda fiduciária, eliminando a necessidade de gerenciar assinaturas ou sistemas de faturamento próprios.
A arquitetura é baseada nos protocolos abertos x402 e MPP para transações máquina a máquina, e o código é open source. Vibhu Norby, diretor de produto da Fundação Solana, descreveu a oferta como um gateway “projetado para conectar agentes autônomos à infraestrutura corporativa” em parceria com o Google Cloud. APIs dos serviços Gemini, BigQuery, VertexAI e Cloud Run já estão disponíveis na plataforma desde o lançamento.
O movimento acompanha uma tendência mais ampla de big techs e fintechs habilitando agentes de IA como compradores autônomos. Em março, a Visa e o Banco do Brasil já testavam compras feitas por agentes de IA, e a Aon tornou-se a primeira seguradora a aceitar stablecoins como pagamento, sinalizando a chegada desse modelo a segmentos mais conservadores.








