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Visa lança Agentic Ready no Brasil para cinco emissores

XP, Banco do Brasil, Bradesco, Dock e Santander habilitam compras por agentes de IA pelo Visa Agentic Ready. XP já testou em ambiente controlado.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Reprodução / LinkedIn

A Visa formalizou no Brasil o Visa Agentic Ready, programa que habilita emissores a testar e validar compras executadas por agentes de inteligência artificial. XP, Banco do Brasil, Bradesco, Dock e Santander são os cinco participantes iniciais; a XP concluiu as primeiras transações em ambiente controlado na última semana.

Visa Agentic Ready: emissores no Brasil

Emissor Situação no programa
XP Transações em ambiente controlado concluídas
Banco do Brasil Participante
Bradesco Participante
Dock Participante
Santander Participante

Primeiros participantes do Visa Agentic Ready no Brasil. Fonte: Mobile Time

Como o Visa Agentic Ready funciona

O modelo opera com divisão clara de responsabilidades. A Visa cuida da segurança da transação: tokenização dos dados do cartão em código único por estabelecimento e validação biométrica. O emissor se conecta ao ecossistema via API e pode construir camadas adicionais de inteligência sobre essa base. “Isso faz parte de uma criação do ecossistema. Precisa estar trazendo todos os participantes desse ecossistema para ter a transação funcionando da melhor forma possível para o cliente final”, disse Eduardo Abreu, vice-presidente de novos negócios da Visa no Brasil.

O Brasil foi o ponto de entrada do programa na América Latina por seu alto índice de adoção de tokenização: cerca de 70% do e-commerce brasileiro já opera com tokens. A tecnologia reduziu a taxa de fraude em 70% e aumentou a aprovação de transações em 9%, segundo dados da Visa. O programa começou na Europa em março e agora chega à América Latina e à Ásia, com mais de 85 parceiros nas duas regiões. As primeiras transações agênticas no Brasil e na região foram concluídas no início de março, no âmbito de um projeto-piloto em cinco países da América Latina.

Para os emissores, o programa oferece um ambiente seguro para testar o fluxo completo antes de chegar ao consumidor. “No que tange à bandeira e ao emissor, esse teste controlado que nós fizemos já nos habilita eventualmente a poder responder, caso um agente de pagamento esteja coordenando uma compra para um determinado cliente”, afirmou Ciro Moreira, diretor de cartões da XP. O Let’s Money havia reportado em março os primeiros testes agênticos entre Visa e Banco do Brasil.

O que observar

A arquitetura do Visa Agentic Ready revela um padrão de partição que tende a se consolidar no setor: bandeira provê infraestrutura de segurança e token; emissor provê inteligência e personalização via API. O ponto em aberto é se emissores vão padronizar a camada de configuração do agente ou fragmentá-la. Um ambiente em que cada instituição define seus próprios parâmetros de autorização pode criar fricção para lojistas e plataformas que precisam se integrar com múltiplos emissores simultaneamente.

O modelo depende de consentimento prévio e parâmetros definidos pelo usuário, como tipo de produto, faixa de preço e marca. Quanto mais granular o controle exigido na configuração inicial, maior a barreira de entrada para o consumidor. Vale acompanhar se o ecossistema vai convergir para uma interface padrão de configuração do agente ou deixar essa experiência fragmentada por emissor. Esse ponto vai determinar a velocidade de adoção em escala.

Fontes: Valor EconômicoMobile TimeLet’s MoneyLet’s Money

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