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Airwallex entra no ‘Pix europeu’ para lojistas globais

Airwallex integrou a Wero, carteira A2A unificada da Europa com 45 milhões de usuários, e deixa lojistas globais receberem sem passar pelo cartão.

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· 2 min

Atualizado em

A Airwallex passou a oferecer a Wero, a carteira de pagamento conta a conta (A2A) que a Europa criou para unificar seus meios locais, permitindo que lojistas globais recebam direto da conta do comprador, sem passar pela bandeira de cartão. É o mesmo princípio que fez o Pix dominar o Brasil, agora com um arranjo liderado por bancos europeus.

A Wero em números

Indicador Dado
Usuários registrados 45 milhões
Transações acumuladas € 7,5 bilhões
Bancos e PSPs por trás 16
Rollout no e-commerce Alemanha (fim/2025), França e Bélgica (2026)

Números do anúncio da parceria Airwallex e EPI. Fonte: Airwallex

A Europa monta o próprio trilho conta a conta

A Wero é a resposta europeia à fragmentação dos meios de pagamento locais, um esquema único apoiado por 16 bancos e prestadores de serviço com 45 milhões de usuários. Por ser conta a conta, o pagamento sai direto da conta bancária do cliente para a do lojista, sem a intermediação das redes de cartão. A Airwallex se tornou Principal Member da EPI, a iniciativa que opera a carteira, para levar esse trilho aos comerciantes da sua base.

“A Wero representa um marco importante para o comércio europeu”, disse Kai Wu, CRO da Airwallex, em tradução livre. Do lado da EPI, a leitura é de independência estratégica. “A Wero é construída sobre os princípios de simplicidade, segurança e soberania”, afirmou Martina Weimert, CEO da iniciativa, em tradução livre. O movimento amplia a aposta da Airwallex em ir além dos cartões, depois de a fintech ter lançado um POS global para disputar com Stripe e Adyen e de ter captado US$ 320 milhões para entrar no comércio agêntico.

O que observar

O caso reforça um deslocamento que o Brasil já viveu: quando existe um trilho instantâneo de conta a conta bem distribuído, parte do volume que rodava em cartão migra para o pagamento direto. Quem sente o impacto mais direto são as redes de bandeira e os adquirentes, que veem uma alternativa nascer com apoio dos próprios bancos, e os provedores de checkout, que passam a competir com um esquema unificado em vez de dezenas de contratos locais.

Vale acompanhar duas frentes. A primeira é de adoção: um trilho A2A só ganha tração quando alcança escala dos dois lados, consumidor e lojista, e a Europa parte de um arranjo liderado por bancos, diferente do modelo brasileiro conduzido pelo banco central. A segunda é o efeito competitivo sobre custo: se o pagamento conta a conta se firmar no e-commerce europeu, a pressão recai sobre a margem das redes de cartão, e o teste será quanto de volume realmente troca de trilho quando o consumidor tem a opção no checkout.

Fontes: Merchants EyeAirwallexThe PaypersLet’s Money

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