A Amazon lançou em 4 de maio o Amazon Supply Chain Services (ASCS), abrindo toda a sua rede de logística, que inclui frete, armazéns, distribuição e entrega de última milha, para empresas de qualquer setor e porte. A estratégia replica a lógica que transformou a infraestrutura interna de computação da empresa na AWS, hoje a maior plataforma de nuvem do mundo.
Amazon Supply Chain Services: escala no lançamento
| Componente | Escala |
|---|---|
| Reboques | 80.000+ |
| Contêineres intermodais | 24.000+ |
| Aeronaves de carga | 100+ |
| Modais cobertos | Marítimo, aéreo, rodoviário, ferroviário |
Infraestrutura do ASCS no lançamento. Fonte: Amazon
A jogada que criou a AWS, repetida na logística
A Amazon passou duas décadas construindo armazéns, frotas de transporte, aeronaves de carga e sistemas de robótica para sustentar seu próprio marketplace. Quando essa infraestrutura atingiu escala suficiente, a empresa percebeu que o custo marginal de atender terceiros com os mesmos ativos era baixo, e que o mercado externo era enorme. “A cadeia de suprimentos nunca foi apenas uma função na Amazon. Era fundamental para proporcionar uma experiência de compra excepcional”, disse Peter Larsen, vice-presidente do ASCS, ao TechCrunch.
O raciocínio é idêntico ao da AWS. Em 2006, a Amazon tinha infraestrutura de computação superdimensionada e passou a vendê-la como serviço. O resultado é conhecido: a AWS opera hoje com receita anualizada de US$ 150 bilhões e representa mais da metade do lucro operacional consolidado da empresa. O ASCS aposta que a mesma lógica se aplica ao mundo físico. Entre os primeiros adotantes confirmados pela Amazon estão P&G, 3M, Lands’ End e American Eagle Outfitters.
O movimento ocorre enquanto a Amazon avança na integração de IA ao varejo e à tomada de decisão em tempo real. Paralelamente, a AWS fecha parcerias para expandir capacidade de inferência de IA, indicando que a estratégia de infraestrutura como serviço segue em aceleração em todas as frentes.








