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Inteligência ArtificialIA · Anthropic

Anthropic acusa labs chineses de copiar modelo Claude

DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax teriam criado 24 mil contas falsas para extrair capacidades do sistema via destilação

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· 2 min

Atualizado em

Anthropic
Foto: Divulgação

A Anthropic acusa três empresas chinesas de inteligência artificial de terem criado mais de 24 mil contas falsas para extrair capacidades do seu modelo Claude. DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax teriam gerado mais de 16 milhões de interações com o sistema usando uma técnica chamada destilação, segundo a companhia americana.

A denúncia ocorre em meio aos debates sobre controles de exportação de chips avançados de IA para a China. Nesse sentido, a Anthropic argumenta que os ataques reforçam a necessidade de restrições mais rígidas.

Escala dos ataques variou entre empresas

A Anthropic rastreou mais de 150 mil interações da DeepSeek, focadas em melhorar lógica fundamental e alinhamento do modelo, especialmente em alternativas seguras para consultas sensíveis. Já a Moonshot AI registrou mais de 3,4 milhões de trocas voltadas para raciocínio agêntico, análise de dados e visão computacional. Em janeiro, a empresa lançou o modelo open source Kimi K2.5 e um agente de codificação.

A MiniMax foi responsável por 13 milhões de interações direcionadas a codificação agêntica e orquestração de ferramentas. Segundo o TechCrunch, a Anthropic observou a empresa redirecionando quase metade do tráfego para extrair capacidades do último modelo Claude no momento do lançamento.

Destilação exige chips avançados

A destilação é um método comum que laboratórios de IA usam em seus próprios modelos para criar versões menores e mais baratas. Porém, competidores podem utilizar a técnica para copiar capacidades de outros sistemas. A OpenAI acusou a DeepSeek de práticas similares em memorando enviado a legisladores americanos no início de fevereiro.

A Anthropic afirma que a escala da extração realizada pelas empresas chinesas exige acesso a chips avançados. A companhia alertou que modelos construídos via destilação ilícita provavelmente não mantêm proteções de segurança, permitindo que capacidades perigosas se proliferem sem salvaguardas contra desenvolvimento de bioarmas ou atividades cibernéticas maliciosas.

A empresa defende uma resposta coordenada entre a indústria de IA, provedores de nuvem e formuladores de políticas para combater esses ataques. Para mais informações sobre inteligência artificial e regulação tecnológica, confira as matérias sobre tecnologia e inovação no Let’s Money.

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