A Anthropic processa o Departamento de Guerra dos Estados Unidos após o governo Trump classificar a empresa como risco à cadeia de suprimentos. A ação judicial marca uma escalada sem precedentes no confronto entre empresas de inteligência artificial e o governo americano sobre limites do uso militar dessas tecnologias.
A designação, formalizada pelo secretário de Guerra Pete Hegseth em 27 de fevereiro, proíbe qualquer contratante ou parceiro das Forças Armadas de manter atividades comerciais com a Anthropic. A medida veio após a empresa estabelecer condições inegociáveis para renovação do contrato com o Pentágono.
Impasse sobre uso militar
A Anthropic impôs duas exigências: sua ferramenta de IA não pode ser utilizada para vigilância em massa de cidadãos americanos nem em sistemas de armas autônomas. Em contrapartida, o Departamento de Guerra exigiu o direito de usar a tecnologia para todos os fins legais, argumentando que empresas privadas não podem ditar o uso de ferramentas em emergências de segurança nacional.
Segundo a Convergência Digital, o CEO Dario Amodei reuniu-se com Hegseth em 24 de fevereiro, mas as partes não chegaram a acordo. Amodei publicou texto explicando que a IA ainda não pode ser usada de forma confiável em vigilância em massa e armas autônomas.








