O Banco da Inglaterra propôs nesta semana um limite para a posse individual de stablecoins. Segundo o documento de consulta, o teto seria de 20 mil libras (cerca de US$ 26 mil) por pessoa, enquanto empresas, com exceção de setores estratégicos, poderiam manter até 10 milhões de libras. A medida é parte do esforço do Reino Unido para estruturar seu regime regulatório sobre ativos digitais com estabilidade de valor.
A proposta mira apenas stablecoins consideradas “sistemicamente importantes”, ou seja, com potencial de gerar riscos maiores à estabilidade financeira se adotadas em larga escala, segundo o “PYMNTS”.
Posição do Banco da Inglaterra
A posição marca uma guinada cautelosa, porém mais aberta, do Banco da Inglaterra. A vice-governadora de Estabilidade Financeira, Sarah Breeden, afirmou que o objetivo é “apoiar a inovação e construir confiança” nesse novo formato de dinheiro digital. O documento reconhece o potencial das stablecoins para tornar pagamentos mais rápidos, baratos e eficientes, e também para competir com modelos bancários tradicionais.
O movimento segue uma sequência de declarações do próprio presidente do banco central, Andrew Bailey. Em julho, ele rejeitava o uso de stablecoins como alternativa viável ao dinheiro de bancos comerciais. Já em outubro, num artigo publicado no Financial Times, admitiu que o sistema financeiro “não precisa continuar organizado como é hoje”.








