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Bitget lança QR Pay em USDT e mira 2,2 bi de usuários

Bitget lança Scan to Pay: USDT vira pagamento em lojas físicas via QR code em mercados emergentes onde 2,2 bilhões já usam esse sistema.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Divulgação

A Bitget lançou o Scan to Pay em 6 de maio de 2026, permitindo que usuários gastem USDT diretamente em estabelecimentos físicos escaneando QR codes, sem exigir mudanças na infraestrutura dos comerciantes. O recurso estreia no Sudeste Asiático e na América Latina, regiões onde os pagamentos via QR já são cotidianos para mais de 2,2 bilhões de pessoas.

Scan to Pay: como funciona

Passo Ação
1 Usuário define PIN de pagamento no app Bitget
2 Escaneia o QR code do estabelecimento
3 USDT é convertido e liquidado em segundo plano
4 Comerciante recebe sem exposição à volatilidade cripto

Fluxo do Scan to Pay da Bitget, lançado em 6 de maio de 2026. Fonte: FFNews

USDT no caixa do estabelecimento

O Scan to Pay integra o Bitget Pay a redes de QR code locais já existentes, dispensando terminais ou carteiras específicas por parte dos estabelecimentos. O usuário configura um PIN, escaneia o código do comerciante e a transação é processada instantaneamente: o USDT sai da carteira do cliente, é convertido e liquidado em moeda local, sem que o lojista precise lidar diretamente com ativos digitais. A experiência reproduz os fluxos de pagamento que os usuários já conhecem em apps locais.

“Os pagamentos por código QR têm uma forte aplicação prática, com mais de 2,2 bilhões de pessoas usando-os globalmente. Não há razão para que as criptomoedas não façam parte disso. Elas se encaixam naturalmente na forma como as pessoas vivem e gastam”, disse Gracy Chen, CEO da Bitget.

A exchange, que em setembro de 2025 integrou o Pix para pagamentos com cripto, avança de transferências para gasto cotidiano em lojas físicas. O modelo é descrito pela empresa como parte de uma estratégia de “Exchange Universal” (UEX), reunindo negociação, ativos e serviços financeiros em um único ambiente com 125 milhões de usuários globais.

Exchanges avançam sobre o varejo físico em mercados emergentes

O movimento da Bitget acontece num contexto de corrida das grandes exchanges ao varejo presencial. Em outubro de 2025, a Binance lançou pagamentos via QR code na Argentina, integrando cripto aos fluxos locais do país. O uso de stablecoins na América Latina dobrou ao longo de 2025, segundo levantamento da Bitso, impulsionado pela demanda por proteção cambial e alternativas às transferências bancárias tradicionais.

Em janeiro de 2026, a OKX e a Mastercard levaram pagamentos com stablecoins à Europa. O diferencial do Scan to Pay está em mirar especificamente as redes de QR code locais dos mercados emergentes, sem depender das bandeiras de cartão tradicionais como intermediárias: o comerciante não precisa atualizar equipamentos, e a liquidação acontece sem exposição à volatilidade dos ativos digitais.

O que observar

O teste real do modelo é operacional: liquidar USDT em moeda local em tempo real, sem custo percebido pelo usuário, exige acordos com processadoras e redes de QR em cada mercado. A escala para países com infraestrutura bancária fragmentada eleva a complexidade regulatória, especialmente em jurisdições com regras ainda em formação para stablecoins. Vale acompanhar se a promessa de “invisibilidade” da conversão cripto-fiat se sustenta em momentos de pressão sobre o dólar digital.

O segmento mais diretamente impactado são os provedores de remessas e carteiras digitais voltadas a populações não bancarizadas: se exchanges conseguem oferecer gasto cotidiano em stablecoin sem fricção, a proposta de valor de intermediários de câmbio se estreita. A pergunta de médio prazo é se esse modelo gera receita sustentável por si mesmo ou funciona como ferramenta de aquisição de usuários, com monetização concentrada nas operações de negociação dentro das plataformas.

Fontes: FFNewsLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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