Em painel sobre stablecoins na 32ª Conferência Econômica de Dubrovnik, na Croácia, Megan Greene, diretora do Banco da Inglaterra (BoE), defendeu que depósitos tokenizados devem ser os primeiros a ganhar escala entre as formas de tokenização e projetou que o euro digital não ficará pronto antes de 2029, reforçando a burocracia que atrasa os bancos centrais nesse caminho.
Três abordagens, três veredictos
| Modalidade | Posição de Greene (BoE) |
|---|---|
| Depósitos tokenizados | Mais prováveis de decolar primeiro |
| CBDCs (ex: euro digital) | Mais seguros, mas burocracia atrasa: não antes de 2029 |
| Stablecoins | Não são tão estáveis; sob regulação do BoE |
Avaliação de Megan Greene sobre modalidades de tokenização. Fonte: InfoMoney
Stablecoins sob pressão do regulador britânico
Greene argumentou que a tokenização vai transformar pagamentos internacionais, tornando-os mais baratos, rápidos e líquidos. O problema, para ela, é que as stablecoins não cumprem a promessa do nome. “O euro digital, mesmo que estejam trabalhando nisso há anos, não deve ficar pronto antes de 2029”, disse a diretora, ilustrando como mesmo as soluções públicas mais avançadas ainda enfrentam grandes obstáculos regulatórios dentro das próprias autarquias.
O Banco da Inglaterra já trabalha em uma regulação específica para stablecoins, exigindo distribuição de capital entre diferentes ativos para que os tokens possam equivaler a ativos britânicos, como seria o caso de uma stablecoin atrelada à libra esterlina. Enquanto fintechs como a SquareFi já estruturam infraestrutura de stablecoins para pagamentos B2B, o regulador britânico sinaliza que as regras para essas soluções ainda vão apertar.
A fala contrasta com a posição adotada por um membro do Federal Reserve no mesmo painel, que destacou as funções positivas das stablecoins, evidenciando a falta de consenso entre reguladores dos dois lados do Atlântico sobre qual modelo vai prevalecer.








