A fintech alemã bunch concluiu uma rodada Série B de US$ 35 milhões, liderada pela Portage, para escalar sua plataforma de operações de fundos privados na Europa. A empresa, que registrou crescimento de 300% na receita recorrente anual em 2025, atende mais de 150 gestores de ativos em mais de 500 estruturas de investimento.
bunch: Série B em números
| Indicador |
Dado |
| Rodada |
Série B: US$ 35 milhões |
| Total captado |
US$ 58 milhões+ |
| Crescimento ARR (2025) |
300% |
| Taxa de retenção líquida (NRR) |
156% |
| Estruturas gerenciadas |
500+ |
| Gestores de ativos clientes |
150+ |
Dados da rodada Série B da bunch. Fonte: Finextra
Da planilha à infraestrutura nativa de IA
Fundada em 2021 e com sedes em Berlim, Londres, Amsterdã e Luxemburgo, a bunch opera em toda a Europa como plataforma de gestão do ciclo de vida de fundos: desde o cadastro digital de investidores e chamadas de capital até administração, contabilidade e relatórios fiscais. A proposta atacada pela empresa é a fragmentação operacional que ainda domina o setor, dependente de planilhas, e-mails e processos manuais.
“Os gestores de fundos não conseguem escalar com uma infraestrutura da era das planilhas”, afirmou Enrico Ohnemüller, cofundador e CEO da bunch. Segundo ele, a combinação de conhecimento especializado, software e sistemas nativos de IA torna as operações de fundos “mais eficientes, consistentes e escaláveis”.
Portage lidera rodada com investidores atuais
A Série B foi liderada pela Portage, com participação da Illuminate Financial e aportes adicionais dos investidores já presentes na empresa: Motive Partners, Cherry Ventures e Fintech Collective. Com a rodada, o total captado pela bunch supera US$ 58 milhões. Fintechs europeias têm dependido de capital externo para fechar rodadas maiores, e o envolvimento de fundos globais como Portage e Fintech Collective segue esse padrão.
O capital será usado para crescimento comercial na Europa, automação e expansão para novas geografias, classes de ativos e fluxos operacionais. Em paralelo, mercados privados crescem no mundo inteiro, pressionando gestores por eficiência operacional.
O que observar
O NRR de 156% indica que clientes existentes expandem o uso da plataforma mais rápido do que eventualmente deixam de usá-la: métrica típica de software empresarial com alto custo de troca. O desafio é replicar essa dinâmica ao escalar a base: gestoras maiores, com compliance e estruturas mais complexas, demandam integrações e suporte mais pesados do que fundos menores.
A automação com IA no ciclo de vida de fundos privados ainda é embrionária. Vale acompanhar se administradores fiduciários tradicionais vão adotar esse tipo de plataforma ou tentar construir capacidades próprias, o que determinaria se startups de infraestrutura de fundos concorrem com ou vendem para os incumbentes.
Fontes: Finextra • Let’s Money • Let’s Money