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Bunq solicita licença no México para nômades digitais

Bunq solicitou licença bancária à CNBV do México para nômades digitais, segundo pedido nas Américas após candidatura ao OCC americano em janeiro.

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Atualizado em

Foto: Divulgação

O neobanco holandês Bunq solicitou licença bancária plena no México junto à CNBV (Comisión Nacional Bancaria y de Valores), em coordenação com o banco central mexicano. É o segundo pedido nas Américas em menos de cinco meses: em janeiro, a empresa havia solicitado licença ao OCC nos EUA.

Expansão da Bunq nas Américas

Mercado Status Regulador
Europa (30 países) Operacional Reguladores locais EU
EUA Pedido de licença (jan 2026) OCC
México Pedido de licença (mai 2026) CNBV

Candidaturas simultâneas nas Américas. Fonte: Finextra

A segunda jogada nas Américas

O México é a primeira candidatura da Bunq na América Latina. Com licença plena, a empresa poderia oferecer contas multimoeda e depósitos protegidos pelo IPAB, o fundo de garantia bancária mexicano. O foco declarado são residentes mexicanos sem acesso a serviços bancários locais e nômades digitais: pessoas que vivem, trabalham ou viajam entre países e enfrentam barreiras para abrir conta em instituições tradicionais.

“A bunq foi criada para pessoas que vivem, trabalham e viajam pelo mundo, e, como um importante centro de conexão das Américas, o México é um lar natural para nós”, disse Ali Niknam, CEO da Bunq. O pedido americano, enviado ao OCC em janeiro, foi uma reentrada: em 2023, a empresa havia retirado candidatura anterior após 301 dias, citando diferenças regulatórias entre EUA e Holanda.

Quem já está no México

No México, fintechs como Revolut e Plata já operam com licença bancária, e o Nubank aguarda aprovação para elevar seu status a banco múltiplo no país. A Bunq entra como mais um competidor europeu num mercado onde o segmento digital já está disputado. O diferencial que a empresa aposta é o nicho específico de nômades digitais e trabalhadores globais, que Revolut também atende mas com posicionamento mais amplo.

A Revolut também mira o Brasil com licença bancária, o que sugere que a onda de expansão de neobancos europeus pela América Latina está em andamento simultâneo em múltiplos mercados. Para a Bunq, o México é estratégico pelo fluxo de expatriados e pela posição geográfica como corredor entre América do Norte e do Sul.

O que observar

Candidaturas simultâneas em dois países com dinâmicas regulatórias distintas (OCC nos EUA e CNBV no México) colocam a empresa diante de dois processos longos ao mesmo tempo. O histórico de 2023 no OCC, quando a empresa retirou o pedido após 10 meses, mostra que o risco de desgaste regulatório é concreto, e que a disposição de reiniciar o processo não garante aprovação mais rápida.

Vale acompanhar se o modelo centrado em nômades digitais ganha tração regulatória suficiente no México: reguladores costumam avaliar candidatos com base em plano de negócios local e escala projetada, e um nicho de usuário globalmente móvel apresenta um perfil diferente do correntista médio que os reguladores conhecem. O resultado dessas análises vai definir se a expansão nas Américas acontece em 2026 ou se arrasta para 2027.

Fontes: FinextraBloomberg LíneaLet’s Money

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