BVNK, da Mastercard, integra rede Stellar para stablecoins
Clientes corporativos da BVNK em mais de 130 países já podem mover stablecoins pela Stellar, rede que processou US$ 55,6 bilhões em pagamentos em 2025.
Números informados no comunicado da BVNK de 22 de setembro de 2026. Fonte: BVNK
O que a Stellar acrescenta à BVNK
Segundo o comunicado, os clientes podem usar a nova via em três frentes: pagamentos internacionais de grande volume, repasses a lojistas e desembolsos de tesouraria. A proposta da BVNK é poupar as empresas de construir e manter uma conexão própria com cada blockchain. A companhia enquadra o movimento na sua estratégia de operar com várias redes e várias moedas digitais ao mesmo tempo.
A integração já está ativa para toda a base corporativa, informou a empresa. Outros ativos nativos da Stellar poderão entrar mais adiante, à medida que a BVNK passar a suportá-los, sem exigir mudança do lado do cliente. O comunicado não traz prazo para essa etapa.
“O futuro dos pagamentos globais é multichain e multiativo, mas as empresas não deveriam ter de gerenciar o ônus de engenharia subjacente de se conectar a dezenas de blockchains individuais”, afirmou Kim Mescal Julien, Head of Partnerships da BVNK.
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Uma rede desenhada para pagamentos
A BVNK apresenta a Stellar como uma blockchain criada para transferir ativos digitais e liquidar pagamentos globais. Pelos dados divulgados pela empresa, a rede movimentou US$ 55,6 bilhões em pagamentos em 2025, distribuídos em 3,6 bilhões de transações, com custo médio de uma fração de centavo por operação.
O Let’s Money já mostrou que o US Bank testou uma stablecoin própria em pagamento entre EUA e Europa rodando sobre a mesma rede. “Empresas que movimentam dinheiro em escala precisam saber que isso funciona sempre, em todos os corredores”, disse Denelle Dixon, CEO & Executive Director da Stellar Development Foundation. Ela acrescentou que a Stellar passou uma década montando uma rede da qual dependem instituições financeiras e empresas reguladas.
No lado do novo controlador, Jorn Lambert, chief product officer da Mastercard, afirmou na conclusão do negócio que combinar a rede global da bandeira com a infraestrutura on-chain da BVNK pode entregar uma experiência de pagamento mais eficiente. O Let’s Money acompanhou desde o anúncio o acordo em que a Mastercard compra a fintech BVNK.
O que observar
O movimento coloca em evidência o papel de agregador entre os provedores de infraestrutura de stablecoins: quem reúne mais redes numa única conexão pode reduzir o custo de entrada para tesourarias e plataformas de pagamento. Vale acompanhar se as empresas que já operam com stablecoins vão de fato distribuir volume entre várias blockchains ou concentrar o fluxo em poucas redes.
Outra pergunta é como as bandeiras de cartão que compraram infraestrutura on-chain vão encaixar essas rotas nos seus trilhos tradicionais. Como os números de volume do anúncio são autodeclarados, também vale observar se as próximas divulgações vão mostrar quanto do volume anualizado passa a correr pela nova rede.