A Databricks assinou um term sheet para uma rodada estratégica que avalia a empresa em US$ 188 bilhões, segundo comunicado da companhia divulgado na quinta-feira (16). A captação é liderada pela Coatue, já investidora, e reúne novos e atuais acionistas. O dinheiro ainda não entrou no caixa: a empresa afirma que espera fechar a rodada no fim do verão do hemisfério norte.
O valuation representa alta de 40% sobre os US$ 134 bilhões atribuídos à companhia na rodada de fevereiro, cinco meses antes. O TechCrunch estima o tamanho da rodada em cerca de US$ 3 bilhões. O comunicado oficial não informa o valor captado.
| Valuation na rodada de fevereiro de 2026 | US$ 134 bi |
| Valuation na rodada de julho de 2026 | US$ 188 bi |
| Variação em cinco meses | +40% |
Valuation de julho de 2026 conforme comunicado da Databricks; valuation de fevereiro de 2026 conforme PYMNTS
Para onde vai o dinheiro
O capital tem três destinos declarados. O Unity AI Gateway é a camada de governança que deixa a empresa escolher e controlar custo entre vários modelos de IA. O Genie é o coworker de IA que transforma dados de negócio em respostas e ações, e ganhou em junho uma segunda geração, o Genie One, capaz de trabalhar também com dados fora da plataforma. O Lakebase é um banco Postgres serverless desenhado para agentes de IA. A empresa diz ainda que pretende usar os recursos em aquisições na área e em pesquisa.
A tese comercial por trás disso é a conta de IA das empresas. “As empresas estão migrando do tokenmaxxing para o valuemaxxing. Elas não querem queimar tokens caros com o modelo mais inteligente para cada tarefa […] querem o melhor resultado por dólar”, afirmou Ali Ghodsi, cofundador e CEO da Databricks, no comunicado.








