A fintech DNERO acaba de lançar oficialmente um neobanco digital voltado para a população latina que vive entre os Estados Unidos e a América Latina. A plataforma, que estreia em 24 de março, oferece remessas internacionais com taxa fixa de US$ 2 por transferência, substituindo o modelo tradicional baseado em percentuais e taxas de câmbio ocultas que podem custar entre US$ 8 e US$ 20 por operação.
Solução para economia sem fronteiras
O DNERO foi criado para atender milhões de latinos que mantêm vida financeira em múltiplos países, trabalhando em um lugar enquanto sustentam famílias em outro. Segundo Vanessa Mena, CMO da empresa, a economia latina já opera através de fronteiras, mas o sistema financeiro tradicional nunca foi desenhado para essa realidade.
A plataforma integra remessas, pagamentos e gestão financeira em um único ecossistema digital acessível pelo celular. Os usuários também têm acesso a cartão de débito com cashback e podem movimentar dinheiro a qualquer momento, sem precisar ir a agências físicas.
Expansão por corredores financeiros
No lançamento, o neobanco foca no corredor Estados Unidos-México, um dos maiores fluxos financeiros transfronteiriços do mundo. Conforme informado pelo portal FF News, a expansão para El Salvador e Colômbia está prevista para os próximos meses, com planos de alcançar até 22 países latino-americanos.
A empresa opera através de parcerias com plataformas fintech e instituições financeiras que conectam redes de pagamento, sistemas bancários internacionais e infraestrutura financeira local em diversos países.
Programa de fundadores e visão de longo prazo
Os primeiros 10 mil usuários receberão o status de Membros Fundadores, com 12 meses de transações gratuitas. Após esse limite, a plataforma segue com a taxa padrão de US$ 2 por transferência.
O DNERO vai além das remessas tradicionais e pretende evoluir para oferecer ferramentas de construção de crédito, seguros e financiamento imobiliário. A proposta é transformar o movimento de dinheiro em construção de patrimônio geracional para uma comunidade historicamente mal atendida pelo sistema bancário convencional.