As fintechs europeias dominam a experiência do cliente, mas ainda dependem fortemente de capital americano para crescer. Um relatório da Finch Capital mostra que o continente enfrenta uma lacuna de €9 bilhões em financiamento para empresas em estágio avançado, valor que só é preenchido com aportes dos Estados Unidos.
O levantamento revela um paradoxo: enquanto empresas como Revolut e Klarna são referências globais em serviços financeiros, elas operam sobre infraestrutura de nuvem americana, utilizam trilhos de pagamento dos EUA e recebem investimentos de fundos norte-americanos nas rodadas maiores.
Capital próprio até €100 milhões
A Europa consegue ser autossuficiente em rodadas de venture capital de até €100 milhões. Porém, acima desse patamar, a dependência de investidores americanos se intensifica. Segundo o Finextra, todas as rodadas acima de €1 bilhão nos últimos cinco anos foram lideradas por investidores dos Estados Unidos.
Entre 2022 e 2025, o setor de fintechs no continente captou cerca de €40 bilhões em financiamento de venture capital e growth. Nesse período, o Reino Unido concentrou 70% dos aportes europeus, com Londres sozinha respondendo por 72% dos investimentos britânicos.








