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InternacionalFintech · Aman Ghei

Fintechs europeias dependem de investidores americanos

Relatório revela que Europa precisa preencher lacuna de €9 bilhões em rodadas de crescimento acima de €100 milhões

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· 2 min

Atualizado em

Foto de Christian Lue na Unsplash

As fintechs europeias dominam a experiência do cliente, mas ainda dependem fortemente de capital americano para crescer. Um relatório da Finch Capital mostra que o continente enfrenta uma lacuna de €9 bilhões em financiamento para empresas em estágio avançado, valor que só é preenchido com aportes dos Estados Unidos.

O levantamento revela um paradoxo: enquanto empresas como Revolut e Klarna são referências globais em serviços financeiros, elas operam sobre infraestrutura de nuvem americana, utilizam trilhos de pagamento dos EUA e recebem investimentos de fundos norte-americanos nas rodadas maiores.

Capital próprio até €100 milhões

A Europa consegue ser autossuficiente em rodadas de venture capital de até €100 milhões. Porém, acima desse patamar, a dependência de investidores americanos se intensifica. Segundo o Finextra, todas as rodadas acima de €1 bilhão nos últimos cinco anos foram lideradas por investidores dos Estados Unidos.

Entre 2022 e 2025, o setor de fintechs no continente captou cerca de €40 bilhões em financiamento de venture capital e growth. Nesse período, o Reino Unido concentrou 70% dos aportes europeus, com Londres sozinha respondendo por 72% dos investimentos britânicos.

Londres lidera ranking global

A capital britânica ultrapassou São Francisco e Nova York em volume de financiamento, tornando-se o principal hub de fintechs do mundo. Aman Ghei, sócio da Finch Capital, afirma que isso reflete um momento estrutural, não simbólico. Além disso, ele destaca que a Europa construiu o maior pool global de expertise regulatória e infraestrutura financeira.

Para resolver a lacuna de €9 bilhões, o relatório sugere que fundos de pensão europeus entrem no jogo. A chanceler britânica Rachel Reeves já manifestou apoio à proposta. Ghei avalia que se trata de uma falha de política pública, não de mercado, e que os marcos regulatórios precisam se atualizar rapidamente.

Para mais informações sobre o mercado global de fintechs e movimentações de capital, confira as matérias sobre investimentos e fusões no setor financeiro no Let’s Money.

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